31 de julho de 2025
desarticulação

Operação Fio de Ariadne: PCAL mira grupo que causou prejuízo de R$ 1,5 milhão com 'golpe do chargeback'

A ação mobilizou agentes para o cumprimento de 26 mandados de busca e apreensão domiciliar nos municípios de Maceió e Rio Largo, tendo o bairro de Santa Lúcia, na capital alagoana

Por Redação
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A ação mobilizou agentes para o cumprimento de 26 mandados de busca e apreensão domiciliar nos municípios de Maceió e Rio Largo, tendo o bairro de Santa Lúcia, na capital alagoana - Foto: PC/AL

A Polícia Civil de Alagoas deflagrou, na manhã desta quinta-feira (2), a Operação Fio de Ariadne, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro. A ação mobilizou agentes para o cumprimento de 26 mandados de busca e apreensão domiciliar nos municípios de Maceió e Rio Largo, tendo o bairro de Santa Lúcia, na capital alagoana, como o principal ponto das buscas. Os mandados foram expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital, que também determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados até o limite de R$ 1,5 milhão, valor estimado do prejuízo causado pelo grupo.

As investigações foram conduzidas pela Seção Especializada de Combate à Lavagem de Dinheiro, unidade vinculada à Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado, sob a coordenação do delegado Igor Diego e comando dos delegados José Carlos André dos Santos e Maria Eduarda de Carvalho. De acordo com as autoridades, o grupo operava por meio do "golpe do chargeback". O esquema consistia em utilizar maquinetas de cartões de crédito em nome de empresas ligadas aos suspeitos para registrar transações simuladas como se fossem compras legítimas. Após as instituições financeiras anteciparem os pagamentos a essas empresas, os titulares dos cartões contestavam as operações.

As operadoras realizavam o estorno dos valores aos clientes, mas, ao tentarem reaver o dinheiro com os estabelecimentos que passaram o cartão, encontravam as contas sem saldo. Isso ocorria porque os investigados pulverizavam e transferiam os recursos rapidamente para diversas contas bancárias de terceiros. A Polícia Civil revelou que o grupo utilizava uma sofisticada estrutura composta por empresas de fachada e "laranjas" para ocultar e dissimular a movimentação do dinheiro ilícito. Há indícios de que os suspeitos estejam envolvidos em outras modalidades de fraudes financeiras que continuam sendo investigadas. O nome da operação faz referência ao mito grego do "Fio de Ariadne", que simboliza a descoberta do caminho correto em um labirinto, representando o rastreamento da complexa rede financeira criada para esconder o dinheiro.

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