31 de julho de 2025
política

Boulos critica atuação de bancos e defende fim da escala 6x1

Ministro afirma que instituições financeiras dificultam acesso ao crédito do programa Move Brasil e acusa setores empresariai

Por Boulos critica
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Durante a entrevista, Boulos também comentou a proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6x1. - Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, criticou nesta terça-feira (30) a atuação de bancos e de setores empresariais em relação ao programa Move Brasil e à proposta de fim da escala de trabalho 6x1. As declarações foram feitas durante participação no programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Segundo Boulos, bancos têm dificultado a concessão de financiamentos para taxistas e motoristas de aplicativos interessados em aderir ao programa Move Brasil, iniciativa do Governo Federal que busca facilitar a compra de veículos por meio de uma linha de crédito com fundo garantidor.

O ministro afirmou que muitos pedidos de financiamento estão sendo recusados, mesmo quando os solicitantes possuem nome limpo e atendem aos critérios do programa. Ele também criticou a cobrança de entrada por algumas instituições financeiras, ressaltando que essa exigência não faz parte das regras da iniciativa.

Outro problema apontado por Boulos é a dificuldade de integração entre os bancos e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), responsável pela operacionalização da linha de crédito de R$ 30 bilhões, o que tem atrasado a conclusão dos contratos aprovados.

De acordo com o ministro, o governo pretende se reunir com as instituições financeiras para corrigir as falhas identificadas e garantir o funcionamento adequado do programa.

Durante a entrevista, Boulos também comentou a proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6x1. Segundo ele, a matéria enfrenta resistência de setores empresariais e ainda não avançou no Senado Federal.

O ministro defendeu a redução da jornada de trabalho, afirmando que a medida pode melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, ampliar o tempo de convivência familiar e reduzir a exaustão causada pelo modelo atual. Ele também criticou argumentos de que a mudança teria impactos negativos sobre a economia, afirmando que estudos apontam benefícios para diferentes setores.

As declarações fazem parte do debate em torno das políticas de crédito para trabalhadores e das propostas de mudanças nas relações de trabalho em discussão no Congresso Nacional.