31 de julho de 2025
SÃO PAULO

Após morte de jovem, governo de SP vistoria 11 pontos de rope jump e bungee jump no estado

Força-tarefa também fiscalizou Viaduto Sumaré e não realizou apreensões durante operação de segurança

Por Redação
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Após morte de jovem, governo de SP vistoria 11 pontos de rope jump e bungee jump no estado - Foto:

O governo de São Paulo iniciou no último sábado (27) uma força-tarefa de fiscalização em locais onde são praticados esportes radicais nas alturas, como rope jump e bungee jump, após a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto na Ponte do Esqueleto, no interior do estado.

De acordo com a administração estadual, 11 pontos foram mapeados para a operação, que teve como objetivo verificar condições de segurança e a regularidade das empresas responsáveis pelas atividades. Nenhuma apreensão foi realizada durante a ação.

Entre os locais vistoriados estão a Pedreira do Dib, em Mairiporã; o Parque Caminhos do Mar e o Caminho dos Pilões, em Cubatão; a Pedra do Maluf, no Guarujá; áreas de Brotas; a Pedra do Baú, em São Bento do Sapucaí; estruturas em Campos do Jordão; a Pedra Grande, em Atibaia; a Pedra do Índio, em Botucatu; e a Cachoeira Can Can, em Ibaté. O Viaduto Sumaré, na capital paulista, também entrou na lista de fiscalização.

Durante a operação, equipes da Polícia Militar, órgãos municipais e o Procon-SP orientaram cerca de 20 pessoas, entre praticantes e organizadores das atividades.

Segundo o governo, a ação teve como foco a análise do cumprimento de normas de segurança e das condições legais de operação das empresas que oferecem os serviços.

Morte em rope jump motivou operação

A fiscalização ocorre após a morte de Maria Eduarda, que caiu de cerca de 40 metros durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis.

Imagens do caso mostram a jovem sendo posicionada por instrutores antes da queda. Praticantes perceberam que ela não estava presa às cordas de segurança.

Três instrutores foram presos por homicídio com dolo eventual, e a Justiça manteve as prisões preventivas. Outros três integrantes da organização também chegaram a ser detidos temporariamente.

Debate sobre fechamento e demolição da ponte

Após o acidente, autoridades federais, estaduais e municipais passaram a discutir medidas para impedir novos acessos à estrutura.

Em reunião com a Secretaria do Patrimônio da União (SPU), representantes dos municípios de Limeira e Cordeirópolis apoiaram a possibilidade de demolição da ponte e prometeram reforçar bloqueios no local.

A prefeitura de Limeira informou ainda a retomada de ações para fechar acessos irregulares e a reabertura de uma vala que havia sido fechada sem autorização.