31 de julho de 2025
economia

Desenrola Adimplentes vai custar R$ 4 bilhões ao governo, mas sem impacto no orçamento primário

Recursos serão repassados a Caixa e Banco do Brasil; programa atende quem está em dia com as contas, incluindo trabalhadores informais e ex-alunos do Fies

Por Redação
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Governo terá despesa financeira de R$ 4 bilhões com Desenrola Adimplentes - Foto: Reprodução

O Desenrola Adimplentes, anunciado nesta segunda-feira (29) pelo governo federal, vai gerar uma despesa financeira de R$ 4 bilhões. Mas, segundo o próprio governo, essa conta não vai pesar no chamado impacto primário — a explicação é que despesas financeiras não alteram a estrutura dos serviços públicos, então não entram nesse cálculo específico.

Na prática, esse dinheiro será transferido para os bancos participantes do programa. Até o momento, Caixa e Banco do Brasil já confirmaram a adesão.

Do total de R$ 4 bilhões, R$ 3 bilhões correspondem a despesas financeiras ligadas diretamente ao Desenrola Adimplentes, enquanto R$ 1 bilhão é destinado ao Fies Empreendedor. Um detalhe importante, segundo apurou a CNN Money: se algum beneficiário do programa não pagar o que deve, o prejuízo fica apenas com a instituição financeira — os bancos participantes terão que devolver os R$ 4 bilhões aos cofres públicos, independentemente do que acontecer com os pagamentos.

O que muda na prática

O pacote de medidas anunciado pelo governo tem um objetivo claro: evitar que famílias que hoje estão em dia com suas contas acabem caindo na inadimplência no futuro.

Para trabalhadores do mercado informal, o governo lançou uma linha de crédito subsidiado, voltada especificamente para quem tem saldo devedor de até R$ 15 mil em empréstimos pessoais sem garantia.

Já para estudantes do Fies que mantêm as contas em dia, o pacote traz o chamado Fies Empreendedor — uma linha de crédito direcionada a egressos adimplentes do programa, que ainda estão no período de amortização do empréstimo estudantil. A ideia aqui é oferecer crédito para recém-formados, com foco especial no financiamento de iniciativas empreendedoras.

Por fim, em outra frente da equipe econômica, trabalhadores que contratarem crédito consignado privado agora poderão usar o FGTS como garantia das operações — uma mudança que deve facilitar o acesso a esse tipo de crédito para quem tem o fundo de garantia disponível.