31 de julho de 2025
TRAGÉDIA

Venezuela: Número de mortos após terremotos sobe para 920; desaparecidos podem chegar a 40 mil

Autoridades contabilizam quase 3 mil feridos, enquanto plataformas da sociedade civil estimam dezenas de milhares de pessoas ainda desaparecidas

Por Redação
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Autoridades contabilizam quase 3 mil feridos - Foto: Getty images

O número de mortos provocados pelos fortes terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira (24) subiu para 920, segundo informou nesta sexta-feira (26) o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez.

Além das vítimas fatais, o governo venezuelano contabiliza quase 3 mil pessoas feridas. As autoridades ainda não divulgaram um balanço oficial de desaparecidos, mas plataformas criadas pela sociedade civil para auxiliar nas buscas estimam que entre 30 mil e 40 mil pessoas continuam sem paradeiro conhecido.

Tremores devastaram Caracas e La Guaira

Os terremotos tiveram epicentro no estado de Yaracuy. O primeiro registrou magnitude 7,2 e, apenas 39 segundos depois, um segundo tremor de magnitude 7,5 atingiu a mesma região.

As áreas mais afetadas foram o estado de La Guaira e a capital, Caracas, onde diversos prédios desabaram e a infraestrutura foi severamente comprometida.

Na quinta-feira (25), um novo tremor de magnitude 5 foi registrado no país. Segundo as autoridades, o abalo secundário não provocou danos significativos.

Brasileiros estão entre as vítimas

O Ministério das Relações Exteriores confirmou a morte de dois brasileiros - um homem e uma mulher - em decorrência dos terremotos.

Em nota, o Itamaraty informou que presta assistência consular aos familiares das vítimas, mas não divulgou as identidades.

Ajuda internacional

Os Estados Unidos anunciaram um pacote de ajuda humanitária de US$ 150 milhões, equivalente a cerca de R$ 825 milhões, destinado às ações de socorro na Venezuela.

Além dos norte-americanos, pelo menos 20 países ofereceram apoio às autoridades venezuelanas, entre eles Brasil, México, França, Espanha, Alemanha, Suíça, Holanda, Cuba, República Dominicana, Equador, El Salvador e Ucrânia.

As equipes de resgate seguem trabalhando na busca por sobreviventes em meio aos escombros, enquanto organizações humanitárias alertam para a necessidade de ampliar o atendimento às milhares de pessoas afetadas pela tragédia.