Terremotos na Venezuela: número de mortos sobe para 188; mais de 200 pessoas seguem sob escombros
Novo balanço aponta 1.520 feridos, 157 desaparecidos e quase 3 mil famílias afetadas após os dois fortes abalos sísmicos que atingiram o país.
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A tragédia provocada pelos dois terremotos que atingiram a Venezuela na quarta-feira (24) continua se agravando. Um novo balanço divulgado nesta quinta-feira (25) pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, confirmou que o número de mortos subiu para 188, enquanto 1.520 pessoas ficaram feridas.
Segundo as autoridades venezuelanas, 200 pessoas continuam presas sob os escombros de edifícios que desabaram durante os tremores, e 157 seguem desaparecidas. Equipes de resgate trabalham de forma ininterrupta nas áreas mais atingidas em busca de sobreviventes.
O levantamento também aponta que mais de 2.900 famílias foram diretamente afetadas pela tragédia. Além das perdas humanas, o desastre comprometeu a infraestrutura de saúde do país: oito hospitais sofreram danos, e parte deles precisou ser totalmente evacuada por questões de segurança.
Os terremotos ocorreram com intervalo inferior a um minuto. O primeiro abalo teve magnitude 7,2, seguido por um segundo tremor de 7,5, segundo dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). Os epicentros foram registrados a cerca de 160 quilômetros a oeste de Caracas.
A força dos tremores provocou o desabamento de edifícios, danos em vias públicas e interrupções em serviços essenciais. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram equipes de emergência retirando vítimas dos escombros e moradores deixando imóveis com receio de novos abalos.
Uma moradora de Caracas, identificada como Maria Alejandra, descreveu o cenário vivido logo após os terremotos.
"Quando descemos, a cena parecia um filme de terror. Tivemos que passar por cima dos escombros. Vi apenas uma família conseguir sair daquele prédio", relatou.
Diante da gravidade da situação, organismos internacionais e diversos países anunciaram o envio de ajuda humanitária para apoiar as operações de resgate e o atendimento às vítimas.
As equipes seguem concentradas na busca por sobreviventes, enquanto o governo venezuelano mantém o estado de emergência nas regiões mais afetadas e coordena ações de assistência às famílias que perderam suas casas.
As autoridades alertam que o número de mortos e desaparecidos ainda pode aumentar à medida que os trabalhos de busca avancem nas áreas de maior destruição.