MP aponta vereador do PT como articulador político em esquema investigado por ligação com o PCC
Segundo o MP, Senival Moura teria exercido um papel de articulação política em favor da organização criminosa
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O Ministério Público de São Paulo identificou o vereador da capital paulista Senival Moura (PT) como suposto operador político de um esquema investigado por envolvimento com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). A informação consta em manifestação apresentada à Justiça no âmbito da investigação que apura a infiltração da facção criminosa em empresas de transporte coletivo da cidade.
Segundo o MP, Senival Moura teria exercido um papel de articulação política em favor da organização criminosa, atuando como intermediário em interesses relacionados ao grupo investigado. As suspeitas fazem parte da Operação Última Parada, deflagrada pela Polícia Civil e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
As investigações apontam que a concessionária de ônibus Transunião, que opera linhas na cidade de São Paulo, teria sido utilizada para ocultar e movimentar recursos de origem ilícita. De acordo com os investigadores, integrantes do PCC teriam passado a influenciar decisões estratégicas da empresa e a utilizar sua estrutura para lavagem de dinheiro.
A Justiça autorizou o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão, além do bloqueio de bens e contas bancárias dos investigados. Também foi determinado o afastamento da diretoria da concessionária, enquanto a Prefeitura de São Paulo foi comunicada para adotar as medidas necessárias à continuidade do serviço de transporte público.
A defesa de Senival Moura nega qualquer ligação do vereador com organizações criminosas e afirma que irá contestar as acusações durante o andamento do processo. Até o momento, não há condenação, e o caso segue em fase de investigação, prevalecendo a presunção de inocência dos envolvidos.