31 de julho de 2025
SAÚDE

Novo medicamento oral mostra resultados no tratamento da calvície

Terapia em desenvolvimento busca estimular crescimento capilar com liberação prolongada e menor risco de efeitos cardíacos

Por Redação
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Medicamento ainda depende da conclusão das fases finais de testes e aprovação regulatória para chegar ao mercado - Foto:

Uma nova terapia oral em desenvolvimento pode representar um avanço no tratamento da calvície. A farmacêutica Veradermics está testando o medicamento VDPHL01, descrito como a primeira terapia oral não hormonal de liberação prolongada voltada ao crescimento capilar.

O tratamento ainda está em fase de estudos clínicos, mas já apresenta resultados considerados promissores pela empresa responsável.

COMO FUNCIONA A TERAPIA

Diferente do minoxidil oral tradicional - que foi originalmente desenvolvido para hipertensão e provoca picos rápidos de concentração no organismo — o VDPHL01 utiliza uma tecnologia de liberação gradual.

O objetivo é manter a substância atuando de forma contínua nos folículos capilares, evitando variações bruscas na circulação sanguínea e, consequentemente, reduzindo possíveis efeitos colaterais, especialmente os relacionados ao sistema cardíaco.

Segundo a Veradermics, o medicamento atende a uma lacuna de quase três décadas sem novas terapias de prescrição aprovadas pelo FDA especificamente para esse tipo de tratamento.

RESULTADOS DOS TESTES

Em estudos de fase 2, a farmacêutica relatou que 90,5% dos participantes apresentaram melhora na cobertura capilar após quatro meses de uso.

Os dados também indicaram um aumento médio de 47,3 fios por centímetro quadrado, resultado considerado significativo pelos pesquisadores envolvidos no desenvolvimento.

Atualmente, o medicamento segue em fase 3 de testes clínicos, envolvendo homens e mulheres.

PERSPECTIVA

Um dos principais desafios no tratamento da calvície é o equilíbrio entre eficácia e segurança, especialmente em terapias de uso contínuo.

De acordo com a empresa, o VDPHL01 apresenta um perfil mais estável de liberação, o que ajuda a evitar picos de concentração no sangue e pode reduzir riscos associados a efeitos cardiovasculares observados em outras terapias orais.

Apesar dos resultados iniciais positivos, o medicamento ainda depende da conclusão das fases finais de testes e aprovação regulatória para chegar ao mercado.