31 de julho de 2025
decisão judicial

Rifas virtuais e doação falsa de R$ 1 milhão: Saiba quais crimes que condenaram Nego Di e esposa à prisão

A decisão judicial, proferida nesta terça-feira (23), detalha as infrações cometidas pelo casal, que incluem estelionato, lavagem de dinheiro, uso de documento falso e promoção de loteria ilegal

Por Redação
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Influenciador e humorista foi foi condenado a 14 anos e 6 meses de reclusão em regime fechado - Foto: Reprodução/Instagram

O influenciador digital e humorista Dilson Alves da Silva Neto, o Nego Di, foi condenado a 14 anos e 6 meses de reclusão em regime fechado, além de uma pena de 1 ano e 15 dias de prisão simples. A sentença, proferida nesta terça-feira (23), também condenou sua esposa, Gabriela Vicente de Sousa, a 8 anos e 4 meses de prisão em regime fechado. Ambos foram responsabilizados por operar um esquema financeiro ilegal.

A decisão judicial detalha as infrações cometidas pelo casal, que incluem estelionato, lavagem de dinheiro, uso de documento falso e promoção de loteria ilegal. As penas também preveem o pagamento de dias-multa calculados com base no salário mínimo da época das atividades.

A sentença do magistrado descreve a atuação do casal em diferentes crimes:

  • Promoção de loteria ilegal: O influenciador realizou pelo menos 34 sorteios de rifas virtuais sem autorização legal entre novembro de 2022 e maio de 2024. A atividade movimentou mais de R$ 2,5 milhões nas redes sociais.
  • Estelionato: A Justiça comprovou que Nego Di simulava a entrega de prêmios de alto valor para atrair compradores. Em um dos casos, ele fingiu o sorteio de um Porsche Macan avaliado em R$ 500 mil e encenou o contato com uma suposta vencedora. A fraude lesou 9.683 pessoas, gerando um prejuízo de R$ 185,3 mil.
  • Lavagem de dinheiro: Dilson e Gabriela utilizaram contas bancárias pessoais, de terceiros e de uma empresa do casal para ocultar a origem dos R$ 2,4 milhões arrecadados. Os valores eram misturados a recursos lícitos para dificultar o rastreamento e usados na compra de bens.
  • Uso de documento falso: Nego Di foi condenado por adulterar um comprovante bancário. Ele realizou uma transferência real de R$ 100 via Pix e alterou a imagem do documento para R$ 1 milhão, publicando nas redes sociais que havia feito uma doação para as vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul.

Histórico processual e o caso "Tadizuera"

Este é o segundo processo de grande repercussão que envolve o influenciador. Nego Di e o sócio Anderson Boneti já haviam sido condenados, em junho de 2025, a 11 anos e 8 meses de prisão em regime fechado por estelionato relacionado à loja virtual "Tá Di Zueira". O negócio lesou mais de 370 clientes e gerou prejuízo estimado em R$ 5 milhões entre 2021 e 2022.

Por conta do caso da loja virtual, Nego Di chegou a cumprir quatro meses de prisão preventiva na Penitenciária Estadual de Canoas (Pecan) em 2024, obtendo liberdade provisória no Superior Tribunal de Justiça (STJ) sob medidas cautelares. Em outubro de 2025, o Ministério Público tornou o influenciador e o sócio réus em mais uma ação penal por estelionato vinculada à mesma empresa. A execução das penas da loja virtual aguarda o trânsito em julgado do processo.

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