31 de julho de 2025
INVESTIGAÇÃO

Polícia identifica quem retirou GoPro de jovem que morreu em salto de rope jump

Câmera usada por Maria Eduarda Rodrigues de Freitas desapareceu após a queda e é considerada peça-chave para esclarecer a dinâmica do acidente; equipamento ainda não foi localizado

Por Redação
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GoPro que ela utilizava para registrar a experiência segue desaparecida e pode ser determinante para esclarecer exatamente o que aconteceu - Foto: Divulgação

A Polícia Civil identificou quem retirou a câmera GoPro usada por Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, momentos após o acidente que resultou na morte da jovem durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo.

Segundo as investigações, João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva, um dos suspeitos presos no caso, foi o responsável por remover o equipamento que estava preso ao braço da vítima. A câmera é considerada uma das principais provas para ajudar a esclarecer as circunstâncias da tragédia ocorrida no último dia 13.

Maria Eduarda morreu após ser lançada em queda livre de quase 30 metros sem estar conectada ao sistema de segurança. Ela sofreu múltiplos traumatismos e não resistiu aos ferimentos.

João Antônio, Gabriel Barros Martins e Evelyne dos Santos Gonçalves foram presos temporariamente no último sábado (20). A Polícia Civil solicitou à Justiça a prorrogação das prisões por mais 30 dias, enquanto o inquérito é concluído.

De acordo com a investigação, João Antônio e Gabriel integravam o grupo “Entre Cordas”, responsável pela realização do evento. Os dois teriam deixado o local logo após o acidente.

O desaparecimento da GoPro passou a ser investigado após relatos de testemunhas que afirmaram ter visto uma pessoa retirando a câmera do corpo da jovem. Os organizadores chegaram a negar qualquer ocultação do equipamento, mas a polícia aprofundou as apurações e identificou o responsável pela remoção.

Apesar do cumprimento de mandados de busca e apreensão e da apreensão de celulares e equipamentos eletrônicos dos investigados, a câmera ainda não foi encontrada.

Além da suspeita de homicídio com dolo eventual, a Polícia Civil apura possível fraude processual. Segundo os investigadores, há indícios de que conteúdos digitais que poderiam contribuir para o esclarecimento dos fatos tenham sido apagados pelos envolvidos.

PONTE PODE SER DEMOLIDA

Após o acidente, representantes da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), da Advocacia-Geral da União (AGU) e das prefeituras de Limeira e Cordeirópolis discutiram medidas para impedir novos acessos à Ponte do Esqueleto.

Entre as alternativas analisadas está a demolição da estrutura. Enquanto uma decisão definitiva não é tomada, os municípios se comprometeram a reforçar as barreiras de acesso ao local.

QUEM ERA A VÍTIMA

Moradora de Jandira, na Grande São Paulo, Maria Eduarda tinha 21 anos, era formada em Educação Física e Gestão Esportiva e trabalhava em uma academia da cidade.

Horas antes do salto, ela compartilhou imagens da ponte nas redes sociais e escreveu em tom de brincadeira: “Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte?”.

A GoPro que ela utilizava para registrar a experiência segue desaparecida e pode ser determinante para esclarecer exatamente o que aconteceu nos segundos que antecederam a queda fatal.