Mulher é condenada a 66 anos por envenenar crianças com ovo de Páscoa no Maranhão
Jordélia Pereira Barbosa enviou chocolate com veneno à família em Imperatriz em abril de 2025; crianças de 7 e 13 anos morreram; mãe sobreviveu
Publicado em
Jordélia Pereira Barbosa, de 35 anos, foi condenada em júri popular no Maranhão, nesta segunda-feira (22), a 66 anos, 8 meses e 7 dias de prisão pelos crimes de duplo homicídio qualificado contra Luiz Fernando Rocha Silva, de 7 anos, e Evillyn Fernanda Rocha Silva, de 13 anos, e tentativa de homicídio contra a mãe das crianças, Mirian Lira Rocha. O crime foi cometido com um ovo de Páscoa envenenado enviado à casa da família em Imperatriz, em abril de 2025.
O Conselho de Sentença reconheceu que os crimes foram praticados por motivo torpe, com emprego de veneno e mediante dissimulação. Em relação às crianças, o homicídio foi considerado quadruplamente qualificado pela ré ter assumido o risco contra vítimas menores de 14 anos.
O juiz Fábio da Costa Vilar, da 3ª Vara Criminal de Imperatriz, manteve a prisão da condenada e negou o direito de recorrer em liberdade. Jordélia deverá cumprir a pena em regime inicial fechado.
Além da pena privativa de liberdade, ela foi condenada a pagar indenização de 500 salários mínimos por danos morais: 100 para Mirian e 400 para os pais das duas crianças.
O ovo de Páscoa foi entregue na casa de Mirian Lira no dia 16 de abril de 2025. Naquela noite, Mirian e os dois filhos consumiram o chocolate e passaram mal. Luiz Fernando morreu no dia seguinte. Evillyn morreu quase uma semana depois, após seis dias internada. Mirian sobreviveu.
A Polícia Civil apurou que Jordélia viajou mais de 400 quilômetros de Santa Inês para Imperatriz, utilizando peruca e disfarces para não ser reconhecida. Ela comprou o ovo de Páscoa e o entregou por meio de um mototaxista, que não sabia do conteúdo. A suspeita foi presa em 17 de abril, em um ônibus, quando tentava retornar a Santa Inês. Com ela foram encontrados a peruca, os óculos e outros objetos usados no disfarce.