31 de julho de 2025
ECONOMIA

Banco Central acaba com limite de R$ 500 para Pix por aproximação

Usuários poderão definir valores máximos para transações a partir de outubro; modalidade está disponível desde 2025

Por Redação
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Usuários poderão solicitar às instituições financeiras o aumento ou a redução dos limites para esse tipo de operação, - Foto:

O Banco Central (BC) anunciou o fim do limite de R$ 500 por transação para pagamentos realizados por Pix por aproximação. A mudança foi oficializada por meio de instrução normativa publicada no Diário Oficial da União (DOU) e passa a valer em 1º de outubro deste ano.

Com a nova regra, os usuários poderão solicitar às instituições financeiras o aumento ou a redução dos limites para esse tipo de operação, deixando de existir o teto obrigatório que vigorava desde o lançamento da modalidade.

O Pix por aproximação foi disponibilizado nacionalmente em fevereiro de 2025 e funciona de forma semelhante aos pagamentos realizados com cartões de crédito e débito cadastrados em carteiras digitais. Desde então, todas as instituições financeiras participantes do sistema passaram a oferecer a funcionalidade.

A modalidade permite que o consumidor vincule sua conta bancária a carteiras digitais, como Google Pay, Apple Pay e Samsung Pay, dispensando a necessidade de acessar o aplicativo do banco para concluir a transação.

Para utilizar o recurso, o cliente precisa vincular previamente sua conta à carteira digital. No momento da compra, basta selecionar o Pix como forma de pagamento, aproximar o celular da máquina e autorizar a operação.

Criado pelo Banco Central em 2020, o Pix se consolidou como o principal meio de pagamento utilizado pelos brasileiros. Segundo dados da autoridade monetária, mais de 76% da população já utiliza a ferramenta, que movimentou mais de R$ 75 trilhões desde sua criação.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, já afirmou que o Pix contribuiu para ampliar a inclusão financeira no país, facilitando o acesso da população ao sistema bancário, ao crédito e a outros serviços financeiros.

Estudos recentes também apontam crescimento do uso do Pix em setores como educação e comércio eletrônico, onde a modalidade tem ampliado sua participação e ganhado espaço em relação a outros meios de pagamento.