31 de julho de 2025
mundo

Pais biológicos abrem mão da guarda de bebê após troca de embriões nos EUA

Casal decidiu evitar uma longa disputa judicial após erro em procedimento de fertilização in vitro

Por Redação
Publicado em
Tiffany Score e Steven Mills com Shea - Foto: Reprodução/Facebook

Os pais biológicos de uma bebê nascida após uma troca de embriões durante um procedimento de fertilização in vitro (FIV) nos Estados Unidos afirmaram estar devastados após concordarem em abrir mão da guarda da criança.

O caso ocorreu na Flórida e envolve a menina Shea, atualmente com seis meses de idade. Segundo o advogado dos pais genéticos, Rob Marcereau, o casal optou por não disputar judicialmente a guarda da filha para evitar um processo prolongado que pudesse causar ainda mais sofrimento à criança.

"Eles estão arrasados com o que aconteceu e também compreendem que o casal que deu à luz a criança está sofrendo", declarou o advogado à imprensa americana. De acordo com ele, a decisão foi extremamente dolorosa, mas tomada pensando no bem-estar da menina.

Os pais que gestaram e criaram Shea desde o nascimento, Tiffany Score e Steven Mills, chegaram a um acordo de guarda com os pais biológicos na última semana e permanecerão como responsáveis permanentes pela criança.

O caso teve origem em um suposto erro ocorrido durante um tratamento de fertilização in vitro realizado em abril de 2025. Tiffany e Steven processam o Fertility Center of Orlando e o endocrinologista reprodutivo Milton McNichol, alegando que um embrião pertencente a outro casal foi implantado por engano.

A ação judicial tramita desde janeiro e busca responsabilizar a clínica pelo erro que resultou na troca dos embriões. O episódio reacendeu debates nos Estados Unidos sobre protocolos de segurança em clínicas de reprodução assistida e os desafios legais envolvendo casos de parentalidade decorrentes de falhas em procedimentos de fertilização.

Embora tenham optado por não seguir com uma disputa pela guarda, os pais biológicos deixaram claro, por meio de seu representante legal, que a decisão foi motivada exclusivamente pela preocupação com o futuro da criança.