31 de julho de 2025
TENSÃO NO ORIENTE MÉDIO

Trump ameaça retomar ataques ao Irã caso acordo de cessar-fogo seja descumprido

Presidente dos EUA afirma que memorando não é definitivo e condiciona manutenção da trégua ao cumprimento dos termos acertados

Por Redação
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Trump também afirmou que o Irã “não se comportou bem durante 47 anos” e sinalizou que o governo dos Estados Unidos continuará monitorando - Foto: The White House/Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (17) que poderá retomar os ataques contra o Irã caso o país descumpra os termos do memorando de entendimento firmado para interromper temporariamente os confrontos no Oriente Médio.

A declaração foi feita durante entrevista coletiva na cúpula do G7, realizada na França. Segundo Trump, o acordo firmado entre os dois países não representa uma solução definitiva para a crise.

“É um memorando de entendimento. E se eu não gostar, voltaremos a atirar neles, a bombardear suas cabeças. Se eu não gostar, se eles não se comportarem, voltaremos a bombardear bem no meio da cabeça deles”, declarou o presidente norte-americano.

Trump também afirmou que o Irã “não se comportou bem durante 47 anos” e sinalizou que o governo dos Estados Unidos continuará monitorando o cumprimento das condições estabelecidas no acordo.

O memorando foi intermediado pelo Paquistão e firmado no último domingo (14). A assinatura oficial do documento está prevista para os próximos dias.

Entre os principais pontos do entendimento estão a implementação de um cessar-fogo de 60 dias e a reabertura do Estreito de Ormuz, considerado uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.

As discussões sobre o programa nuclear iraniano devem ocorrer em uma etapa posterior das negociações. O enriquecimento de urânio realizado por Teerã foi apontado por Trump como um dos motivos para o início da operação militar conduzida em conjunto com Israel contra o país, em fevereiro deste ano.

Segundo informações divulgadas pelo governo norte-americano, o memorando contém 14 pontos considerados essenciais para a manutenção da trégua e para a redução das tensões na região.