Lula cobra maior compromisso de países ricos no G7 para reduzir desigualdades globais
Presidente brasileiro defendeu mais solidariedade internacional e criticou a redução de recursos destinados ao desenvolvimento
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta terça-feira (16) um maior comprometimento das nações mais desenvolvidas com o combate às desigualdades sociais e econômicas durante discurso na Cúpula do G7, realizada em Évian, na França. Convidado para participar do encontro, o chefe do Executivo afirmou que a distância entre países ricos e pobres continua aumentando e pediu uma atuação mais efetiva da comunidade internacional.
Em sua fala, Lula avaliou que os desafios globais têm se intensificado enquanto a cooperação entre as nações diminui. Segundo ele, é necessário corrigir as distorções de um sistema econômico que concentra riqueza, mas distribui oportunidades de forma desigual entre os países.
O presidente também criticou a redução dos recursos destinados à ajuda internacional e lembrou que organismos voltados ao combate à fome, à saúde e à assistência humanitária enfrentam cortes significativos em seus orçamentos. Para Lula, esse cenário prejudica principalmente as populações mais vulneráveis e amplia as dificuldades enfrentadas pelos países em desenvolvimento.
Outro ponto abordado foi o aumento dos gastos militares em meio às crises internacionais. O presidente argumentou que os recursos direcionados para conflitos poderiam ser empregados em políticas públicas voltadas ao desenvolvimento, à educação, à saúde e à redução da pobreza.
Durante o pronunciamento, Lula ainda recordou que participa de reuniões do grupo desde 2003 e afirmou que, apesar das sucessivas cúpulas realizadas ao longo dos anos, os líderes mundiais ainda não conseguiram construir respostas coletivas e duradouras para enfrentar os principais desafios globais.