Asteroide gigante fará aproximação rara da Terra no fim de junho, diz Nasa
Objeto considerado potencialmente perigoso passará a 2,56 milhões de quilômetros do planeta; cientistas descartam risco de colisão
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Um asteroide com tamanho estimado entre 700 metros e 1,6 quilômetro de diâmetro passará relativamente próximo da Terra no próximo dia 27 de junho. Conhecido como 152637 ou 1997 NC1, o objeto é classificado pela Nasa como potencialmente perigoso, embora não apresente qualquer risco de colisão com o planeta nesta aproximação.
De acordo com estimativas divulgadas por especialistas, o asteroide passará a cerca de 2,56 milhões de quilômetros da Terra. Apesar da distância parecer enorme, em termos astronômicos o encontro é considerado próximo, o que desperta atenção da comunidade científica.
Segundo informações do portal especializado IFL Science, esta será a aproximação mais próxima do objeto registrada desde pelo menos o ano de 1600. Após a passagem deste mês, uma aproximação semelhante só deverá ocorrer em 2133.
O 1997 NC1 possui dimensões comparáveis ou até superiores ao Burj Khalifa, nos Emirados Árabes Unidos, atualmente o prédio mais alto do mundo, com mais de 800 metros de altura. Como ainda há divergências sobre o tamanho exato da rocha espacial, a Nasa pretende aproveitar a aproximação para realizar novas observações e obter dados mais precisos sobre sua estrutura.
Os cientistas buscam identificar com maior exatidão características como formato, velocidade, composição e dimensões do asteroide. Essas informações são consideradas importantes para o monitoramento de objetos próximos à Terra e para o desenvolvimento de estratégias de defesa planetária.
Apesar da classificação como "potencialmente perigoso", a Nasa reforça que não existe qualquer possibilidade de impacto com a Terra durante esta passagem. O termo é utilizado para objetos espaciais que possuem grande porte e órbitas que os aproximam periodicamente do planeta.
O asteroide não poderá ser visto a olho nu. No entanto, astrônomos amadores equipados com telescópios ou binóculos de alta potência poderão tentar acompanhar o deslocamento do objeto pelo céu durante o período de maior aproximação.