31 de julho de 2025
EM LIMEIRA

Testemunha diz que funcionário retirou câmera de jovem após queda fatal em salto de rope jump

Relato aponta que equipamento foi removido do corpo de Maria Eduarda após acidente que terminou com a morte da jovem em Limeira

Por Redação
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Maria Eduarda chegou a receber atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu aos ferimentos provocados pela queda - Foto:

Uma testemunha da morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, afirmou ter visto um funcionário retirar uma câmera acoplada ao corpo da jovem após o acidente ocorrido durante uma atividade de rope jump, em Limeira, no interior de São Paulo.

A jovem morreu no último sábado (13) após ser lançada de uma plataforma de aproximadamente 40 metros sem estar conectada à corda de segurança. Três pessoas foram presas e investigadas por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de provocar a morte.

Em entrevista à imprensa, o coordenador pedagógico Rafael Goulart, que participava da atividade, relatou ter presenciado um funcionário se aproximando da vítima logo após a queda para retirar uma câmera do tipo GoPro que ela utilizava no momento do salto.

“A gente olhava lá para baixo e estava o corpo da menina. Eles estavam preocupados em tirar a câmera do pescoço e da mão dela”, afirmou a testemunha.

Segundo Rafael, cerca de 80 pessoas participariam da atividade naquele dia. Ele contou que Maria Eduarda foi a primeira participante a realizar o salto no formato conhecido como “aviãozinho”, modalidade em que a pessoa é lançada por integrantes da equipe.

A testemunha também afirmou que o acidente ocorreu de forma muito rápida e que os participantes perceberam imediatamente que algo estava errado ao ouvirem os gritos alertando sobre a ausência da corda de segurança.

Ainda de acordo com o relato, os próprios participantes acionaram os serviços de emergência. Rafael afirmou não ter visto funcionários da organização prestando os primeiros atendimentos à vítima ou acionando o socorro.

Ele também relatou que, após o acidente, a empresa teria desativado perfis em redes sociais e grupos de mensagens utilizados para comunicação com os clientes, além de recolher equipamentos e tentar deixar o local.

Maria Eduarda chegou a receber atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu aos ferimentos provocados pela queda.

O caso segue sob investigação das autoridades, que apuram as circunstâncias do acidente e as responsabilidades dos envolvidos.