Paraíba registra ao menos uma mulher vítima de estupro por dia em 2026; casos de vulneráveis passam de 370
Dados do Ministério da Justiça mostram 79 registros de estupro contra mulheres entre janeiro e abril; estupro de vulnerável ultrapassa média de três casos por dia
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A Paraíba registrou, em média, uma mulher vítima de estupro por dia nos quatro primeiros meses de 2026. Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública apontam que 79 casos foram contabilizados entre janeiro e abril deste ano, revelando a persistência da violência sexual no estado.
O levantamento mostra que março foi o mês com maior número de ocorrências, somando 28 registros. Em seguida aparecem abril, com 21 casos, janeiro, com 20, e fevereiro, com 15 vítimas.
Apesar dos números preocupantes, houve uma pequena redução em relação ao mesmo período do ano passado. Entre janeiro e abril de 2025, a Paraíba registrou 85 casos de estupro contra mulheres, seis a mais do que os contabilizados neste ano.
Quando comparada aos demais estados do Nordeste, a Paraíba aparece entre os estados com menor número absoluto de registros, mas ainda enfrenta uma realidade alarmante. No mesmo período, a Bahia liderou o ranking regional com 387 casos, seguida por Pernambuco, com 182, Maranhão, com 127, Rio Grande do Norte, com 102, e Ceará, com 101 ocorrências.
O dado mais preocupante, entretanto, está relacionado aos casos de estupro de vulnerável. Nos primeiros quatro meses de 2026, foram registrados 372 casos na Paraíba, o equivalente a uma média superior a três vítimas por dia.
O crime de estupro de vulnerável ocorre quando a vítima tem menos de 14 anos ou não possui capacidade de consentir devido a condições físicas ou mentais. Especialistas apontam que esse tipo de violência costuma ser subnotificado, o que pode indicar uma realidade ainda mais grave do que a revelada pelas estatísticas oficiais.
Casos de violência sexual podem ser denunciados por meio do Disque 100, para violações de direitos humanos, e pelo telefone 180, canal nacional de atendimento à mulher. As denúncias também podem ser feitas diretamente às forças de segurança e aos conselhos tutelares, nos casos que envolvam crianças e adolescentes.