Detecção precoce de cardiopatias congênitas aumenta qualidade de vida
Especialistas destacam avanço no diagnóstico, sinais de alerta e acesso ao tratamento pelo SUS
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Cerca de 30 mil crianças nascem por ano no Brasil com algum tipo de cardiopatia congênita, segundo dados do Ministério da Saúde. A condição está entre as causas de mortalidade infantil por malformações e requer diagnóstico precoce e acompanhamento especializado.
A cardiopatia congênita reúne diferentes tipos de alterações na formação do coração durante a gestação. Essas alterações podem variar em gravidade e impacto na saúde do recém-nascido.
Segundo especialistas, o acesso ao diagnóstico tem avançado no país, com diferenças regionais ainda presentes. O diagnóstico e o tratamento são mais frequentes em algumas regiões em comparação a outras.
Quando identificada ainda na gestação, a cardiopatia congênita pode ser acompanhada para planejamento do parto. Em casos que exigem intervenção imediata, o nascimento precisa ocorrer em unidades com estrutura para atendimento neonatal especializado.
Algumas condições exigem cirurgia ou cateterismo logo após o nascimento. Outras podem ser acompanhadas ao longo do desenvolvimento da criança.
Entre os sinais de atenção após o nascimento estão dificuldade para ganhar peso, cansaço durante a amamentação, respiração acelerada e coloração arroxeada em lábios e extremidades. Em crianças maiores, podem ocorrer dor no peito e alterações no ritmo cardíaco.
O diagnóstico pode ser feito durante a gestação por meio de exames como o ecocardiograma fetal, indicado em protocolos do Ministério da Saúde. Após o nascimento, o Teste do Coraçãozinho também auxilia na triagem de casos.
O Sistema Único de Saúde oferece acompanhamento e tratamento para pacientes com cardiopatia congênita, incluindo procedimentos de alta complexidade. A linha de cuidado envolve diagnóstico, acompanhamento clínico e cirurgias quando necessário.
Profissionais da área destacam que o diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento e acompanhamento ao longo da vida. Muitos pacientes podem chegar à vida adulta com acompanhamento médico contínuo.
Casos de pacientes acompanhados desde o nascimento mostram a necessidade de continuidade do cuidado ao longo das diferentes fases da vida, incluindo consultas regulares e procedimentos cirúrgicos quando indicados.