Justiça italiana faz referência a Moraes e afirma que Brasil agiu de forma parcial no caso de Carla Zambelli
Tribunal rejeitou pedido da defesa para substituir magistrados responsáveis pelo processo de extradição, mas registrou críticas à atuação das autoridades brasileiras
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A Justiça da Itália negou o recurso apresentado pela defesa da ex-deputada federal Carla Zambelli que buscava a substituição dos juízes responsáveis pelo julgamento de sua extradição. Na decisão, porém, os magistrados fizeram referência ao ministro Alexandre de Moraes e afirmaram que o Brasil teria atuado de forma parcial no caso envolvendo a parlamentar.
Segundo a decisão, embora não tenham acolhido o pedido para reiniciar o julgamento com um novo colegiado, os juízes registraram que a condução do processo brasileiro apresenta elementos que, na avaliação da Corte, levantam dúvidas sobre a imparcialidade das autoridades envolvidas. A manifestação consta no contexto da análise do pedido de extradição de Zambelli.
Com a rejeição do recurso, o processo de extradição seguiu seu curso normal na Justiça italiana. A defesa da ex-deputada havia alegado falta de imparcialidade dos magistrados encarregados do caso e tentava reiniciar o procedimento com outro grupo de juízes, mas a solicitação foi negada.
Carla Zambelli está presa em Roma desde julho de 2025. Ela foi condenada no Brasil a dez anos de prisão por envolvimento na invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e, posteriormente, também recebeu condenação por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. O governo brasileiro formalizou o pedido de extradição junto às autoridades italianas em junho do ano passado.
Após a nova decisão, a defesa informou que pretende recorrer mais uma vez na tentativa de reverter o andamento do processo e impedir o retorno da ex-parlamentar ao Brasil.