31 de julho de 2025
CULTURA

Pernambuco avança no reconhecimento de produtos tradicionais com três novos pedidos de Indicação Geográfica

Artesanato do Alto do Moura, madeira de Sertânia e renda renascença de Poção aguardam certificação do INPI

Por Paula Tabosa
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Pernambuco busca reconhecimento nacional para artesanato de Caruaru, Sertânia e Poção - Foto: Reprodução

Pernambuco deu mais um passo na valorização de seus produtos e tradições culturais. O Sebrae Pernambuco e a Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe) protocolaram junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) três novos pedidos de Indicação Geográfica (IG): o artesanato em barro do Alto do Moura, em Caruaru; o artesanato em madeira de Sertânia; e a renda renascença de Poção.

A certificação reconhece produtos que possuem características únicas ligadas ao território onde são produzidos, fortalecendo a identidade cultural, ampliando a competitividade e gerando novas oportunidades de desenvolvimento econômico para as regiões beneficiadas.

Segundo o Sebrae, a expectativa é que o processo de análise seja concluído em até 18 meses. Após o protocolo, os pedidos passam por avaliação técnica do INPI, que poderá solicitar complementações antes da decisão final sobre a concessão do registro.

O superintendente do Sebrae Pernambuco, Murilo Guerra, destacou que a iniciativa reforça o compromisso com a valorização dos saberes tradicionais e com o desenvolvimento sustentável dos territórios. Já a diretora-presidente interina da Adepe, Roberta Andrade, ressaltou que as Indicações Geográficas representam o reconhecimento das vocações econômicas, culturais e produtivas do estado.

Tradições que representam Pernambuco

Entre os produtos que buscam o reconhecimento está o famoso artesanato em barro do Alto do Moura, considerado um dos maiores centros de arte figurativa das Américas e eternizado pelo legado de Mestre Vitalino.

Também integra a lista o artesanato em madeira de Sertânia, conhecido pelas esculturas produzidas em madeira de umburana, que retratam personagens e elementos do sertão pernambucano.

Já a renda renascença de Poção é uma das mais tradicionais expressões artesanais do Agreste, preservada por gerações de rendeiras que transformam a técnica em fonte de renda e identidade cultural.

Mais 13 produtos em processo


Além dos três pedidos protocolados, Pernambuco possui outros 13 produtos em fase avançada de preparação para obtenção da certificação. Entre eles estão:

Abacaxi de Pombos;
Artesanato em barro de Tracunhaém;
Bolo de Noiva Pernambucano;
Bolo de Rolo Pernambucano;
Bolo Souza Leão Pernambucano;
Café de Taquaritinga do Norte;
Café de Triunfo;
Carne ovina do Sertão do São Francisco;
Mel do Sertão do Araripe;
Queijo coalho do Araripe.

Caso todos os processos sejam concluídos com sucesso, Pernambuco poderá conquistar até 16 novas Indicações Geográficas nos próximos anos, fortalecendo ainda mais o patrimônio cultural, gastronômico e artesanal do estado.