Repórter da Globo critica tratamento nos EUA e denuncia rigor com estrangeiros antes da Copa
Karine Alves afirmou que torcedores e jogadores de países do Oriente Médio e da África enfrentam restrições e revistas reforçadas nos Estados Unidos
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A jornalista Karine Alves chamou atenção ao fazer críticas ao tratamento adotado pelos Estados Unidos com estrangeiros durante os preparativos para a Copa do Mundo de 2026. Durante participação ao vivo no Bom Dia Brasil, nesta quarta-feira (10), ela relatou situações envolvendo atletas e torcedores de países do Oriente Médio e da África.
Segundo a repórter, jogadores de seleções de nações que mantêm divergências políticas com os Estados Unidos estariam enfrentando medidas mais rígidas de controle migratório e segurança.
Entre os casos citados está a dificuldade de torcedores do Irã em obter ingressos para os jogos da Copa. Karine também destacou a chegada da seleção do Senegal, cujos atletas foram submetidos a revistas rigorosas e forte esquema de segurança no aeroporto.
"Até agora a Fifa não se manifestou sobre isso. É uma situação lamentável, porque no meio de uma Copa do Mundo, não poder torcer para sua seleção é complicado", afirmou a jornalista durante a transmissão.
Ela acrescentou que o tratamento diferenciado não estaria restrito aos torcedores. "Esse rigor não está acontecendo só com torcedores. Isso é inconcebível. A Copa nem começou e já vemos imagens como essa", declarou.
EXPERIÊNCIA
Karine Alves também revelou ter passado por uma situação semelhante ao desembarcar nos Estados Unidos para a cobertura do torneio.
"Quando eu cheguei nos Estados Unidos, eu não entendi direito, mas pediram para eu levantar o cabelo de uma forma um pouco ríspida", contou.
A jornalista afirmou que só compreendeu o pedido após alguns instantes e atendeu à solicitação das autoridades. Segundo ela, mulheres negras costumam relatar experiências parecidas em processos de imigração no país.
"Muitas mulheres negras passam por isso e reclamam disso na chegada aos Estados Unidos. Foi algo muito pontual, que outras colegas não passaram por aqui", completou.
As declarações repercutiram nas redes sociais e reacenderam debates sobre os procedimentos adotados pelas autoridades norte-americanas durante a recepção de delegações e torcedores para a Copa do Mundo de 2026.