"Alagoas vive uma realidade diferente do Instagram do governador", critica Cabo Bebeto após assalto em Maceió
Deputado estadual disparou contra a segurança pública depois que uma mulher foi roubada na área mais policiada do estado; parlamentar também atacou o uso de câmeras nas fardas da PM.
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Um assalto flagrado por câmeras de segurança na parte baixa de Maceió virou combustível para um duro discurso do deputado estadual Cabo Bebeto (PL) nesta terça-feira (9), na Assembleia Legislativa. O parlamentar usou o caso de uma mulher que teve a corrente e a pulseira roubadas por criminosos para afirmar que a propaganda do governo estadual não bate com a vida real dos alagoanos.
Bebeto chamou a atenção para o fato de o crime ter acontecido na região que, teoricamente, conta com o maior número de policiais nas ruas. O deputado questionou a eficiência das ações do governo e lamentou a vulnerabilidade do cidadão comum.
“Isso aconteceu na parte baixa de Maceió, o local mais policiado do estado de Alagoas. Agora você imagine os outros locais?”, cobrou o parlamentar.
O deputado também ironizou falas recentes do governador Paulo Dantas (MDB), que na semana anterior havia prometido firmeza absoluta no combate à criminalidade. Para Bebeto, os dados mostram o oposto: ele cravou que Alagoas ocupa o posto de quarto estado mais violento do país e que o vaivém de assaltos, furtos e mortes contradiz as postagens otimistas das redes sociais oficiais.
"Alagoas, infelizmente, vive uma realidade diferente do Instagram do governador", disparou Bebeto.
Sobrou espaço ainda para críticas às audiências de custódia — que costumam liberar suspeitos pegos em flagrante — e ao projeto de instalação de câmeras corporais nas fardas dos policiais militares. O deputado colocou em xeque a utilidade dos equipamentos nesse tipo de ocorrência. "Será que a câmera no policial evitaria esse roubo, por exemplo?", indagou.
Para fechar o pronunciamento, o aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro nacionalizou o debate e ligou a situação local às políticas do governo federal, acusando a esquerda de tratar criminosos como "vítimas da sociedade". Segundo ele, a onda de insegurança é, infelizmente, "o preço das escolhas feitas nas urnas”.