31 de julho de 2025
SAÚDE PÚBLICA

Diretor do Butantan tranquiliza imunizados e afirma "vacina segue eficaz"

Instituto reforça eficácia do imunizante e orienta monitoramento de reações em vacinados recentes enquanto investigações sobre eventos adversos continuam

Por Redação
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A suspensão da vacinação foi anunciada pelo Ministério da Saúde após o registro de eventos adversos graves - Foto: Reprodução

O diretor do Instituto Butantan, Esper Kallás, afirmou nesta terça-feira (9) que pessoas imunizadas contra a dengue há mais de 21 dias podem ficar “absolutamente descansadas” após a suspensão temporária da vacina no país.

Em entrevista, ele reforçou que quem completou o esquema vacinal já conta com a proteção demonstrada nos estudos clínicos.

“Quem já tomou a vacina pode ficar absolutamente descansado. Todos aqueles que já receberam a vacina podem contar com a proteção que ela promete, de 65% de não pegar a doença e 80% para não desenvolver dengue grave”, afirmou.

A suspensão da vacinação foi anunciada pelo Ministério da Saúde após o registro de eventos adversos graves em farmacovigilância. Segundo a pasta, foram aplicadas cerca de 500 mil doses, com 3.703 notificações de eventos adversos e 42 casos classificados como graves. Entre eles, duas mortes seguem em investigação.

Kallás explicou que, após 21 dias da aplicação, a proteção imunológica já está consolidada. “Passados os 21 dias da vacinação, a pessoa só usufrui do benefício da proteção que a vacina demonstrou nos estudos de fase 3”, disse.

Para quem recebeu a vacina há menos de 21 dias, a orientação é atenção a possíveis sintomas e comunicação imediata às autoridades de saúde em caso de reações como febre, dor abdominal, vômitos e outros sinais de alerta.

O diretor também defendeu a segurança geral das vacinas e destacou que eventos adversos podem ocorrer em qualquer imunizante ou medicamento. Segundo ele, as análises sobre os casos recentes devem ser conduzidas com rapidez, mas ainda sem prazo definido para conclusão.

Mesmo diante da suspensão, o Instituto Butantan reforça que a decisão é preventiva e não invalida os resultados de eficácia do imunizante. O órgão segue colaborando com o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nas investigações sobre os casos registrados.