Movimentos sociais protestam no Centro de Maceió contra cortes no Minha Casa, Minha Vida
A manifestação unificada é organizada pelo Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), Frente Nacional de Luta (FNL), Movimento Nacional de Luta por Moradia (MNLM) e União do Movimento de Moradia (UNM)
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Integrantes de movimentos sociais por moradia realizam, na manhã desta terça-feira (9), um protesto no Centro de Maceió. O ato acontece diante do prédio do Governo Federal em Alagoas, localizado em frente à Assembleia Legislativa (ALE), e faz parte de uma mobilização nacional que cobra a manutenção da contratação de 98 mil unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida - Entidades.
A manifestação unificada é organizada pelo Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), Frente Nacional de Luta (FNL), Movimento Nacional de Luta por Moradia (MNLM) e União do Movimento de Moradia (UNM).
O Minha Casa, Minha Vida - Entidades é uma modalidade do programa federal que financia a construção de moradias geridas diretamente por associações comunitárias e movimentos sociais, atendendo a demandas de ocupações urbanas sem a intermediação de grandes empreiteiras.
Críticas à proposta do Governo Federal
Segundo as lideranças dos movimentos, após o cumprimento de rigorosos critérios técnicos exigidos pelo Ministério das Cidades, 98 mil moradias em todo o país foram enquadradas como aptas para contratação. Apesar disso, os manifestantes denunciam que o governo federal pretende autorizar o início das obras de apenas 30% desse total.
Os movimentos alertam que, se a atual proposta do Palácio do Planalto for mantida, a modalidade de gestão popular representará apenas cerca de 2,16% das contratações totais de habitação da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os manifestantes acusam o Executivo de privilegiar o lucro das grandes construtoras no mercado imobiliário em detrimento do fortalecimento da participação social e da autonomia das comunidades.
Além do ato público em Maceió, a mobilização em defesa do programa está sendo registrada em diversas capitais brasileiras. Em Brasília, um acampamento foi montado por militantes de todo o país na tentativa de abrir um canal direto de negociação com a cúpula do governo federal.