Operação Rota Fantasma: PF e CGU miram desvios de R$ 29 milhões em prefeituras do Ceará
A investigação se concentra em endereços ligados aos investigados nos municípios de Jaguaribe, Jaguaretama, Brejo Santo, Acopiara, Abaiara e Iracema
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A Polícia Federal (PF), em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou na manhã desta terça-feira (9), a Operação Rota Fantasma. A ação tem como objetivo desarticular um suposto esquema de fraudes em licitações e desvios de recursos federais que eram destinados a prefeituras do interior do Ceará.
Ao todo, os agentes saíram às ruas para cumprir 11 mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça. A investigação se concentra em endereços ligados aos investigados nos municípios de Jaguaribe, Jaguaretama, Brejo Santo, Acopiara, Abaiara e Iracema.
O foco da investigação está em contratos milionários firmados por secretarias municipais para a locação de veículos e para a execução de obras públicas.
Segundo os órgãos de controle, o esquema criminoso operou entre os anos de 2017 e 2023, período no qual as empresas investigadas receberam cerca de R$ 29 milhões em recursos públicos. A fraude começou a vir à tona após relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que detectaram movimentações bancárias altamente incompatíveis com a estrutura e o patrimônio das firmas envolvidas.
A apuração apontou que as empresas vencedoras das licitações não possuíam capacidade operacional ou frota compatível para cumprir os serviços contratados pelas prefeituras de Jaguaretama, Acopiara, Abaiara, Iracema e Jaguaribe.
A Polícia Federal também identificou indícios de que, logo após receberem os repasses das prefeituras, essas empresas pulverizavam e transferiam parte dos valores para contas de pessoas ligadas à administração pública, o que levanta fortes suspeitas de pagamento de propina a agentes políticos.
Apreensões e crimes investigados
Durante o cumprimento dos mandados nesta manhã, foram apreendidos celulares, computadores, documentos e mídias digitais. Todo o material coletado será submetido à perícia técnica para rastrear o destino final do dinheiro desviado.
Os envolvidos na organização criminosa estão sendo investigados e poderão responder judicialmente pelos crimes de fraude em licitações, corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.