31 de julho de 2025
operação chargeback

Pastor é preso em operação contra golpe de R$ 263 mil no Mercado Livre

Operação Chargeback tem como objetivo desarticular uma organização criminosa acusada de aplicar golpes contra as plataformas Mercado Livre e Mercado Pago

Por Redação
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Operação Chargeback tem como objetivo desarticular uma organização criminosa acusada de aplicar golpes contra as plataformas Mercado Livre e Mercado Pago - Foto: PC/SP

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, na manhã desta terça-feira (9), a Operação Chargeback, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa acusada de aplicar golpes eletrônicos contra as plataformas Mercado Livre e Mercado Pago. Até o momento, quatro pessoas foram presas, incluindo um pastor evangélico. O esquema gerou um prejuízo confirmado de mais de R$ 263 mil às empresas.

A ofensiva foi conduzida pela 3ª Delegacia de Crimes Cibernéticos (3ª Dicciber), unidade que integra a Divisão de Crimes Cibernéticos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).

Ao todo, os agentes saíram às ruas para cumprir oito mandados de prisão temporária e 15 de busca e apreensão. Os alvos estavam localizados na capital paulista e nos municípios de Guarulhos e São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. Um casal de pastores está entre os principais investigados, o que levou os policiais a realizarem buscas inclusive no interior de uma igreja.

Como funcionava a fraude do 'chargeback'


De acordo com as investigações do Deic, o grupo criminoso explorava um mecanismo legítimo do mercado financeiro conhecido como chargeback — processo pelo qual um consumidor contesta uma compra feita no cartão de crédito junto à operadora para receber o dinheiro de volta.

Para fraudar o sistema, os líderes da organização geravam links de pagamento falsos através das plataformas afetadas. Esses links eram enviados para comparsas e pessoas próximas, que efetuavam os pagamentos fictícios. Assim que o dinheiro entrava no sistema do Mercado Pago, os valores eram pulverizados rapidamente para diversas contas bancárias de terceiros para despistar o rastreamento financeiro.

Na fase final do golpe, os falsos compradores acionavam as operadoras de seus cartões de crédito para contestar as transações, alegando cobranças indevidas ou desconhecidas. As operadoras realizavam o estorno dos valores para os clientes. Como o saldo da venda já havia sido retirado e transferido pelo grupo, o Mercado Livre e o Mercado Pago precisavam arcar com o prejuízo da transação cancelada.

Prejuízo e tipificação do crime


O Deic detalhou que, somente em um período analisado, correspondente a dezembro de 2024, a quadrilha realizou 27 operações fraudulentas idênticas, totalizando um prejuízo auditado de R$ 263.512,82. Os investigadores ressaltam, no entanto, que o montante real movimentado pelo esquema pode ser muito superior ao longo de todo o período de atuação do grupo.

Os suspeitos capturados e os demais investigados responderão pelos crimes de estelionato eletrônico e associação criminosa, além de outros delitos financeiros que possam ser identificados na continuidade das apurações.

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