31 de julho de 2025
PERNAMBUCO

Família de jovem atacada por tubarão em Boa Viagem cria vaquinha para custear tratamento

Marcela Vitória, de 19 anos, teve a perna amputada após ataque de tubarão-tigre e busca ajuda para custear recuperação

Por Redação
Publicado em
Marcela Vitória segue internada no Hospital da Restauração após sofrer amputação da perna em ataque de tubarão. - Foto: Reprodução/Instagram

A família de Marcela Vitória de Lima Santos, de 19 anos, criou uma campanha de arrecadação virtual para ajudar nos custos do tratamento da jovem, que teve a perna direita amputada após ser atacada por um tubarão-tigre na Praia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife.

O acidente aconteceu no último dia 1º de junho. Marcela foi socorrida por banhistas e recebeu os primeiros atendimentos ainda na faixa de areia antes de ser encaminhada ao Hospital da Restauração, onde segue internada em recuperação.

Segundo os familiares, os recursos arrecadados serão utilizados para custear medicamentos, sessões de fisioterapia, acompanhamento psicológico, transporte para consultas médicas, adaptações necessárias para sua nova rotina e a aquisição de uma prótese. A campanha também busca auxiliar nas despesas básicas da família durante o período de recuperação.

De acordo com a descrição da vaquinha, a situação financeira dos familiares é delicada. A mãe da jovem é responsável pelos cuidados da avó de Marcela, que é acamada e necessita de assistência permanente. Além disso, a família vive de aluguel e afirma não ter condições de arcar sozinha com todos os custos gerados após o acidente.

“Cada contribuição, independentemente do valor, fará uma enorme diferença. Essa vaquinha representa nossa esperança para que Marcela possa reconstruir sua vida e voltar a ter independência”, destaca a campanha.

Jovem fala sobre recuperação

Nesta segunda-feira (8), Marcela apareceu em um vídeo divulgado nas redes sociais e falou pela primeira vez sobre o período de recuperação. Ainda internada, ela agradeceu por ter sobrevivido ao ataque, mas revelou preocupação com o futuro.

“Ao mesmo tempo que estou muito feliz por estar viva, eu ainda fico receosa pelo meu futuro. Não sei se vou receber uma perna”, afirmou.

A estudante também contou que uma de suas primeiras preocupações ao despertar na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) foi a continuidade dos estudos.

“Quando eu acordei na UTI, a primeira coisa que perguntei foi sobre a faculdade, se eu ia conseguir continuar. Espero que, num futuro próximo, eu consiga retornar e ter minha vida normalmente, como era antes”, disse.

Ataque ocorreu em área rasa

Segundo testemunhas, Marcela estava em uma área onde a água ficava abaixo da cintura quando foi atacada. O médico mineiro Mayk Andrade, que passava férias no Recife, realizou um torniquete ainda na praia, procedimento considerado fundamental para conter a hemorragia até a chegada do socorro.

O caso reacendeu o alerta sobre incidentes envolvendo tubarões no litoral pernambucano. De acordo com o Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit), Marcela é a 83ª vítima registrada em Pernambuco desde 1992.

Um dia antes do ataque à jovem, um menino de 11 anos também foi atacado por um tubarão na Praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, e precisou amputar a perna esquerda.

Como ajudar

As doações podem ser feitas por meio da plataforma Vakinha, criada pela família para auxiliar no tratamento e na reabilitação de Marcela.

Link da campanha: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajude-marcela-marcela-vitoria-de-lima-santos