31 de julho de 2025
COPA DO MUNDO 2026

Fifa corta árbitro da Somália após negativa de visto dos EUA para a Copa do Mundo

Omar Artan seria o primeiro juiz somali a atuar em um Mundial, mas teve a entrada barrada pelas autoridades norte-americanas

Por Redação
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Fifa corta árbitro da Somália após negativa de visto dos EUA para a Copa do Mundo - Foto: Reprodução/Instagram

A FIFA confirmou nesta segunda-feira (8) a exclusão do árbitro somali Omar Abdulkadir Artan do quadro de arbitragem da Copa do Mundo de 2026. A decisão ocorreu após o profissional ter a entrada negada nos Estados Unidos, um dos países-sede do torneio.

Segundo informações divulgadas pela imprensa especializada em futebol africano, Artan enfrentou dificuldades para obter a documentação necessária para viajar ao país. O árbitro saiu do Quênia, passou pela Turquia e desembarcou em território norte-americano, mas foi impedido de entrar por agentes de imigração.

Mesmo com o apoio da embaixada da Somália, as autoridades dos Estados Unidos mantiveram a decisão e determinaram o retorno do árbitro ao seu país de origem.

Primeiro somali em uma Copa

Omar Artan faria história ao se tornar o primeiro árbitro da Somália a participar de uma Copa do Mundo.

O juiz ganhou destaque no cenário internacional após comandar a final da Liga dos Campeões da África de 2025, disputada entre o Pyramids FC e o Mamelodi Sundowns. Na ocasião, foi apontado como um dos principais árbitros do continente.

Fifa se pronuncia

Em nota oficial, a Fifa informou que não tem poder para interferir em decisões migratórias adotadas pelos países anfitriões.

“A Fifa pode confirmar que o árbitro Omar Abdulkadir Artan não poderá treinar e atuar na Copa do Mundo da Fifa 2026 após ter sua entrada negada nos Estados Unidos”, informou a entidade.

A organização acrescentou que foi comunicada pelas autoridades norte-americanas de que a situação do árbitro não será revertida.

“A Fifa não se envolve nos processos de imigração dos países-sede, incluindo a concessão de vistos. Como em eventos anteriores, cabe ao governo anfitrião decidir quem pode entrar em seu território”, concluiu a entidade.

O caso ocorre em meio aos preparativos para a Copa do Mundo de 2026, que será realizada conjuntamente por Estados Unidos, Canadá e México.