31 de julho de 2025
SAÚDE

Profissionais da Saúde estão entre casos graves investigados após vacina da dengue do Butantan

Ministério da Saúde suspendeu temporariamente a aplicação do imunizante após notificações de reações severas, incluindo duas mortes que seguem sob investigação

Por Redação
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Profissionais da Saúde estão entre casos graves investigados após vacina da dengue do Butantan - Foto: Divulgação/Butantan

Os três casos graves que levaram o Ministério da Saúde a suspender temporariamente a vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan foram registrados em profissionais da atenção primária à saúde. Entre eles, estão duas mortes que ainda são investigadas pelas autoridades sanitárias.

Segundo o ministério, cerca de 500 mil doses do imunizante já foram aplicadas no país. Desde o início da vacinação, foram notificadas 42 ocorrências classificadas como eventos adversos graves.

Um dos casos envolve uma mulher de 39 anos que apresentou febre, dores musculares e náuseas seis dias após receber a vacina. O quadro evoluiu para sintomas compatíveis com dengue grave, com necessidade de internação em UTI. Ela recebeu alta após o tratamento.

Já os dois óbitos ocorreram com uma mulher de 48 anos e um homem de 58 anos. A paciente apresentou sinais de dengue grave associados a complicações neurológicas 19 dias após a imunização. O homem desenvolveu febre poucos dias depois de receber a dose e evoluiu rapidamente para um quadro grave.

Apesar dos registros, o Ministério da Saúde reforçou que ainda não há comprovação de que os casos tenham sido provocados pela vacina. A suspensão foi adotada de forma preventiva para permitir análises mais aprofundadas.

Desenvolvida pelo Instituto Butantan, a vacina é a primeira contra a dengue produzida integralmente no Brasil e utiliza esquema de dose única.

Enquanto as investigações prosseguem, a orientação é que pessoas vacinadas nos últimos 21 dias fiquem atentas a sintomas como febre, dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, tontura, sonolência excessiva e sinais de desidratação.

Segundo o Ministério da Saúde, os casos graves investigados não ocorreram nos municípios que participavam das campanhas de vacinação em massa realizadas em estados como Minas Gerais, São Paulo, Ceará e Tocantins.