31 de julho de 2025
produção Global

Oferta de carne quadruplica em 60 anos, mas distribuição segue desigual

Estudo da FAO aponta crescimento expressivo na produção global de proteínas desde 1961

Por Redação
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Apesar do aumento na oferta global, o estudo ressalta que a distribuição dos alimentos não acompanha o ritmo da produção. - Foto: Adobe Stock

Um estudo divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura aponta que a produção global de proteínas de origem animal quadruplicou nas últimas seis décadas, mas o acesso a esses alimentos continua desigual entre regiões do mundo.

A pesquisa analisou dados entre 1961 e 2022 e identificou um crescimento expressivo na produção de carnes, leite e ovos. No período, a produção total de proteínas passou de 71 milhões para 361 milhões de toneladas, um aumento de 508%.

Entre os destaques, a carne de aves foi a que mais cresceu, com alta de cerca de cinco vezes. A produção de ovos também teve forte expansão, assim como a carne suína, que mais que dobrou no período. Já a carne bovina permaneceu relativamente estável ao longo das seis décadas.

Apesar do aumento na oferta global, o estudo ressalta que a distribuição dos alimentos não acompanha o ritmo da produção. A Ásia, por exemplo, lidera a produção, mas apresenta disponibilidade per capita considerada relativamente baixa. Já a América do Norte, mesmo com menor volume produzido, concentra a maior oferta por pessoa.

O relatório também chama atenção para o desperdício de alimentos. Segundo a FAO, cerca de 14% dos alimentos de origem animal são desperdiçados, principalmente devido a problemas logísticos, o que agrava as desigualdades no acesso.

Além disso, o estudo aponta que o comércio internacional ainda representa apenas cerca de 10% do consumo global, o que limita a redistribuição entre países.

A FAO conclui que países de alta e média-alta renda tendem a priorizar segurança alimentar e regulamentação, enquanto nações de baixa renda focam no aumento da produção e na redução de preços. O relatório também destaca que alimentos mais gordurosos costumam ser mais baratos e acessíveis do que opções mais saudáveis em muitos mercados.