Advogado aciona STF e pede investigação contra papa, Lula, Bolsonaro e Leonardo DiCaprio por suposto esquema de clonagem
Petição apresentada ao Supremo cita teoria sobre rede internacional de “clones”, mas não apresenta provas ou evidências científicas para sustentar as acusações.
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Uma ação protocolada no Supremo Tribunal Federal (STF) chamou atenção pelo conteúdo inusitado. O advogado Kelmo Martins Bandeira pediu que a Polícia Federal investigue o papa Leão XIV, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ator norte-americano Leonardo DiCaprio por suposta participação em um esquema internacional de clonagem humana.
O processo ainda aguarda distribuição para um relator na Corte.
Na petição, o advogado sustenta a existência de uma organização denominada “666” ou “Babilônia”, que seria responsável por práticas como clonagem de DNA, manipulação genética, controle mental e substituição de pessoas por clones.
Além das figuras públicas citadas, o documento menciona a Igreja Católica, Hunter Biden — filho do ex-presidente dos Estados Unidos Joe Biden — e familiares de Leonardo DiCaprio como supostos integrantes da organização.
Apesar da gravidade das acusações, a ação não apresenta provas materiais, evidências científicas ou elementos concretos que sustentem a existência do alegado esquema.
Artistas e personalidades são citados
O advogado afirma que diversas personalidades teriam sido vítimas ou envolvidas no suposto esquema. Entre os nomes mencionados estão:
- Tatau;
- Claudia Leitte;
- Wladimir Brichta;
- Marina Ruy Barbosa;
- Marcelo Serrado;
- Samuel Rosa;
- Neymar;
- Ronaldo Fenômeno;
- Hamilton Mourão;
- Gabigol;
- Joesley Batista;
- William Bonner;
- Fernando Alonso;
- Miguel Falabella;
- Wesley Safadão;
- Solange Almeida;
- Marília Mendonça;
- Maiara;
- Maraisa.
Em um dos trechos da petição, o advogado afirma que o chamado “Projeto Genoma” teria permitido alterações físicas completas em seres humanos, incluindo mudança de sexo e características corporais.
“O projeto GENOMA decodificou o código genético dos humanos. A partir daí iniciou-se uma prática de alteração das características físicas da pessoa”, diz o texto.
Alegações sem comprovação
Entre as afirmações presentes na ação, o advogado sustenta que pessoas teriam sido clonadas e substituídas por outras acompanhadas de robôs. O documento também afirma que integrantes de facções criminosas participariam dessas práticas.
Outra alegação apresentada é a de que a cantora Marília Mendonça, morta em um acidente aéreo em novembro de 2021, estaria viva e que a vítima do acidente teria sido um clone.
A petição ainda afirma que o empresário Joesley Batista teria aparecido em determinada ocasião com sexo feminino e grávida.
Nenhuma dessas alegações é acompanhada de documentos, laudos técnicos ou provas que as sustentem.
STF pode rejeitar ação de imediato
Especialistas em direito destacam que o simples protocolo de uma ação não obriga o Judiciário a dar seguimento ao processo.
Caso o magistrado responsável considere a petição manifestamente improcedente, sem fundamentos jurídicos mínimos ou baseada em alegações fantasiosas, o processo poderá ser extinto sem análise do mérito.
Além disso, a legislação prevê a possibilidade de condenação por litigância de má-fé quando uma ação é considerada abusiva ou apresentada sem qualquer respaldo fático ou jurídico.