31 de julho de 2025
JUSTIÇA

Advogado aciona STF e pede investigação contra papa, Lula, Bolsonaro e Leonardo DiCaprio por suposto esquema de clonagem

Petição apresentada ao Supremo cita teoria sobre rede internacional de “clones”, mas não apresenta provas ou evidências científicas para sustentar as acusações.

Por Redação
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Ação protocolada no STF pede investigação sobre suposto esquema internacional de clonagem, mas não apresenta provas para sustentar as acusações. - Foto: Marcello Casal Jr./ Agência Brasil

Uma ação protocolada no Supremo Tribunal Federal (STF) chamou atenção pelo conteúdo inusitado. O advogado Kelmo Martins Bandeira pediu que a Polícia Federal investigue o papa Leão XIV, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ator norte-americano Leonardo DiCaprio por suposta participação em um esquema internacional de clonagem humana.

O processo ainda aguarda distribuição para um relator na Corte.

Na petição, o advogado sustenta a existência de uma organização denominada “666” ou “Babilônia”, que seria responsável por práticas como clonagem de DNA, manipulação genética, controle mental e substituição de pessoas por clones.

Além das figuras públicas citadas, o documento menciona a Igreja Católica, Hunter Biden — filho do ex-presidente dos Estados Unidos Joe Biden — e familiares de Leonardo DiCaprio como supostos integrantes da organização.

Apesar da gravidade das acusações, a ação não apresenta provas materiais, evidências científicas ou elementos concretos que sustentem a existência do alegado esquema.

Artistas e personalidades são citados

O advogado afirma que diversas personalidades teriam sido vítimas ou envolvidas no suposto esquema. Entre os nomes mencionados estão:

  • Tatau;
  • Claudia Leitte;
  • Wladimir Brichta;
  • Marina Ruy Barbosa;
  • Marcelo Serrado;
  • Samuel Rosa;
  • Neymar;
  • Ronaldo Fenômeno;
  • Hamilton Mourão;
  • Gabigol;
  • Joesley Batista;
  • William Bonner;
  • Fernando Alonso;
  • Miguel Falabella;
  • Wesley Safadão;
  • Solange Almeida;
  • Marília Mendonça;
  • Maiara;
  • Maraisa.

Em um dos trechos da petição, o advogado afirma que o chamado “Projeto Genoma” teria permitido alterações físicas completas em seres humanos, incluindo mudança de sexo e características corporais.

“O projeto GENOMA decodificou o código genético dos humanos. A partir daí iniciou-se uma prática de alteração das características físicas da pessoa”, diz o texto.

Alegações sem comprovação

Entre as afirmações presentes na ação, o advogado sustenta que pessoas teriam sido clonadas e substituídas por outras acompanhadas de robôs. O documento também afirma que integrantes de facções criminosas participariam dessas práticas.

Outra alegação apresentada é a de que a cantora Marília Mendonça, morta em um acidente aéreo em novembro de 2021, estaria viva e que a vítima do acidente teria sido um clone.

A petição ainda afirma que o empresário Joesley Batista teria aparecido em determinada ocasião com sexo feminino e grávida.

Nenhuma dessas alegações é acompanhada de documentos, laudos técnicos ou provas que as sustentem.

STF pode rejeitar ação de imediato

Especialistas em direito destacam que o simples protocolo de uma ação não obriga o Judiciário a dar seguimento ao processo.

Caso o magistrado responsável considere a petição manifestamente improcedente, sem fundamentos jurídicos mínimos ou baseada em alegações fantasiosas, o processo poderá ser extinto sem análise do mérito.

Além disso, a legislação prevê a possibilidade de condenação por litigância de má-fé quando uma ação é considerada abusiva ou apresentada sem qualquer respaldo fático ou jurídico.