Maioria diz não temer influência de Trump nas eleições de 2026, aponta pesquisa AtlasIntel
Levantamento mostra que 56,4% dos brasileiros estão pouco ou nada preocupados com uma eventual interferência dos Estados Unidos na disputa presidencial
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A maioria dos brasileiros afirma não estar preocupada com uma possível influência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nas eleições presidenciais de 2026 no Brasil. É o que aponta pesquisa divulgada nesta quarta-feira (3) pela AtlasIntel.
Segundo o levantamento, 45,5% dos entrevistados disseram não ter qualquer preocupação com uma eventual tentativa de interferência norte-americana no processo eleitoral brasileiro. Outros 10,9% afirmaram estar pouco preocupados.
Por outro lado, 36,5% declararam estar muito preocupados com essa possibilidade, enquanto 6,9% responderam estar algo preocupados.
O estudo foi realizado em meio ao aumento das tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos, após a decisão do governo norte-americano de classificar o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras.
Imagem de Trump
A pesquisa também avaliou a percepção dos brasileiros sobre Trump.
Os dados mostram que 54,8% têm imagem negativa do presidente norte-americano, enquanto 41,7% afirmam ter uma visão positiva.
Já em relação aos Estados Unidos, o cenário é mais equilibrado. O país é visto de forma positiva por 50,5% dos entrevistados, enquanto 46,4% manifestaram avaliação negativa.
Diferenças entre eleitores de Lula e Bolsonaro
O levantamento identificou diferenças significativas entre os grupos políticos ouvidos.
Entre os entrevistados que votaram em Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno de 2022, 72,3% disseram estar muito preocupados com uma eventual influência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras. Apenas 12,2% afirmaram não ter preocupação com o tema.
Já entre os eleitores de Jair Bolsonaro, 82,7% disseram não estar preocupados com a hipótese, enquanto 2,5% declararam estar muito preocupados.
Contexto internacional
A pesquisa foi realizada poucos dias após o governo Trump anunciar o enquadramento do PCC e do CV como organizações terroristas estrangeiras, medida que amplia instrumentos de sanção financeira e cooperação internacional contra as facções.
A decisão foi elogiada pelo senador Flávio Bolsonaro, enquanto o governo brasileiro demonstrou preocupação com possíveis impactos sobre a soberania nacional e defendeu o fortalecimento da cooperação bilateral na área de segurança pública.
O levantamento ouviu 1.273 brasileiros adultos por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.