31 de julho de 2025
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Mulher de 37 anos fingia ter 12, usava chupeta e mamadeira para aplicar golpes

Suspeita teria enganado família em Joinville e repetido esquema em ao menos seis estados, segundo a polícia

Por Redação
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Após a descoberta, os investigadores conseguiram confirmar a identidade da mulher com base em registros e imagens de ocorrências anteriores. - Foto: Reprodução

Uma mulher de 37 anos foi presa em Joinville após fingir ter 12 anos e viver por cerca de 14 meses como se fosse uma criança dentro de uma família que a acolheu. Segundo a Polícia Civil, ela utilizava chupeta, mamadeira e simulava comportamentos infantis, como crises de medo durante a noite, para manter a farsa.

A suspeita, que se apresentava com outro nome, foi detida dentro da residência da própria família vítima do golpe e confessou o crime, de acordo com a investigação.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, a mulher teria criado uma narrativa de infância marcada por supostos abusos e maus-tratos, o que teria sensibilizado a família que a acolheu.

Ainda segundo a polícia, ela também evitava situações que poderiam expor a fraude, como tentativas de matrícula escolar ou formalização de adoção, e chegava a entrar em pânico ao mencionar a possibilidade de contato com um suposto pai biológico.

A Polícia Civil informou que a suspeita já teria aplicado o mesmo tipo de golpe em pelo menos seis estados brasileiros, com histórico de prisões anteriores.

Segundo o delegado, o “modus operandi” era semelhante em todos os casos, mudando apenas o nome utilizado para se apresentar às vítimas.

A investigação aponta que a família acreditou estar acolhendo uma adolescente em situação de vulnerabilidade. A polícia descreve o caso como um tipo de “sequestro emocional”, em que a confiança foi construída a partir de uma história falsa.

Após a descoberta, os investigadores conseguiram confirmar a identidade da mulher com base em registros e imagens de ocorrências anteriores em outros estados.

A suspeita foi autuada por estelionato e falsa identidade. A Polícia Civil afirma que a vantagem obtida não é apenas financeira, mas também pode envolver ganhos emocionais e de convivência social.

O caso segue sob investigação para identificar possíveis outras vítimas em diferentes regiões do país.