Mulher relata como sobreviveu após ser empurrada de penhasco pelo ex em MG
Vítima passou 24 horas em encosta após sequestro e tentativa de feminicídio; resgate foi feito por helicóptero
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A mulher que sobreviveu após ser empurrada de um penhasco em Belo Horizonte relatou em entrevista como conseguiu resistir por cerca de 24 horas em uma encosta íngreme até ser resgatada por equipes de salvamento.
O caso ocorreu após ela ser perseguida, sequestrada e atacada pelo ex-companheiro. Segundo o relato, a vítima foi levada sob ameaça até uma área de mata e, após horas de violência, arremessada de uma altura estimada em cerca de 50 metros.
Ferida e com mobilidade limitada, a mulher contou que conseguiu se agarrar à estrutura rochosa e encontrou um pequeno espaço entre as pedras que evitou uma nova queda.
Ela permaneceu no local durante toda a noite, enfrentando frio intenso e acreditando, em alguns momentos, que ainda estava sendo procurada pelo agressor.
“Encontrei um buraquinho, uma pedra lá, foi onde eu me encaixei e passei a noite”, relatou.
De acordo com o depoimento, o crime começou ainda pela manhã, quando a vítima foi abordada após sair de casa e deixava a filha na escola. Em seguida, foi obrigada a entrar em um veículo sob ameaça.
Ela foi levada até uma área de parque estadual, onde o agressor teria circulado por diferentes pontos antes de escolher o local da tentativa de homicídio.
A vítima afirmou que tentou resistir, mas acabou sendo empurrada de um penhasco. Durante a queda, disse que acreditou que não sobreviveria.
Mesmo assim, conseguiu permanecer consciente e se manter presa à encosta até o amanhecer.
O resgate aconteceu na manhã seguinte, após equipes policiais localizarem a vítima com auxílio de equipamentos de detecção térmica.
Ela foi encontrada debilitada, agarrada à vegetação, e retirada do local por uma equipe especializada em terreno íngreme.
O ex-companheiro foi preso ainda no dia do crime. Segundo a polícia, ele confessou o sequestro e a tentativa de homicídio.
A prisão em flagrante foi posteriormente convertida em preventiva.
O casal tinha um relacionamento de cerca de 12 anos, marcado por episódios de agressão e denúncias anteriores de violência doméstica.
Especialistas reforçam que o período de separação é considerado um dos momentos de maior risco para casos de feminicídio, quando há aumento na vulnerabilidade das vítimas.
Após o resgate, a mulher afirmou que sobreviveu como um “segundo nascimento” e deixou um alerta para outras vítimas: buscar ajuda e não silenciar diante de ameaças.