31 de julho de 2025
SAIBA MAIS

Quem é PTK, filiado ao MDB e cotado para disputar vaga de federal em chapa de Renan Filho?

Criado na Vila Brejal, Patrick Almeida ganhou notoriedade nas redes sociais, entrou na política e agora é alvo de investigação que apura suposta ligação com facção criminosa

Por Redação
Publicado em
Patrick Almeida, conhecido como PTK, havia se filiado ao MDB e articulava projeto político para 2026 quando foi preso durante operação contra integrantes do Comando Vermelho. - Foto: Reprodução/Redes Sociais

O influenciador digital Patrick Almeida, conhecido como PTK, foi preso nesta quarta-feira (3) durante a Operação Morro do Alemão, deflagrada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública de Alagoas (SSP-AL) contra integrantes do Comando Vermelho com atuação em Alagoas e no Rio de Janeiro.

A prisão ocorre em um momento em que PTK ampliava sua atuação política no estado. Filiado ao MDB de Alagoas, o influenciador vinha sendo apontado nos bastidores como pré-candidato a deputado federal nas eleições de 2026, integrando o grupo político que deverá apoiar uma eventual candidatura do senador e ex-ministro dos Transportes Renan Filho (MDB) ao Governo de Alagoas.

Segundo as investigações conduzidas pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACCO), PTK teria sido escolhido pelo líder do Comando Vermelho em Alagoas, José Emerson da Silva, conhecido como "Nem Catenga", para disputar uma vaga de vereador em Maceió nas eleições de 2024 e atuar como representante político da facção criminosa.

De acordo com a polícia, a estratégia faria parte de um plano de expansão da influência do grupo para além das atividades criminosas tradicionais, buscando ocupar espaços de representação política e ampliar sua atuação institucional.

Criado na Vila Brejal, uma das comunidades mais populares de Maceió, PTK ganhou notoriedade nas redes sociais ao produzir conteúdos voltados para o cotidiano das periferias, conquistando milhares de seguidores e forte identificação com o público jovem.

Nos últimos meses, o influenciador intensificou visitas a comunidades, ampliou sua atuação junto a mototaxistas, motoboys e trabalhadores informais e passou a defender pautas ligadas à mobilidade urbana, valorização das categorias populares e melhorias para bairros periféricos.

Essas ações eram vistas por aliados e observadores da cena política como sinais claros de preparação para uma disputa eleitoral. A filiação ao MDB fortaleceu ainda mais as especulações sobre sua entrada definitiva na política institucional.

Nos bastidores, PTK era considerado um nome com potencial para transformar sua influência digital em capital eleitoral, especialmente entre jovens, moradores de comunidades e trabalhadores autônomos. Sua presença constante em eventos populares e ações sociais ajudava a consolidar uma base política própria.

A investigação da Polícia Civil, no entanto, sustenta que o influenciador mantinha ligação com integrantes do Comando Vermelho e teria sido inserido em uma estratégia da facção para conquistar espaço político em Alagoas.