31 de julho de 2025
ECONOMIA

Ministro da Fazenda descarta Pix em negociação com os EUA e defende soberania do país

Dario Durigan afirma que sistema de pagamentos brasileiro não será discutido nas tratativas comerciais com Washington e defende a soberania financeira do país

Por Redação
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Ministro da Fazenda descarta Pix em negociação com os EUA e defende soberania do país - Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira (2) que o Pix não está entre os temas que serão discutidos nas negociações entre Brasil e Estados Unidos após o anúncio de novas tarifas sobre produtos brasileiros. Segundo ele, o sistema de pagamentos criado pelo Banco Central é uma conquista nacional e não será colocado em debate nas conversas com o governo norte-americano.

Ao comentar as relações comerciais entre os dois países, Durigan ressaltou que o Pix se consolidou como uma das principais ferramentas financeiras do Brasil e que seu sucesso tem despertado interesse internacional. Para o ministro, o modelo brasileiro se destaca por ser acessível, gratuito para os usuários e amplamente utilizado pela população.

Na avaliação do chefe da equipe econômica, o sistema representa um avanço tecnológico que ampliou a inclusão financeira e modernizou as transações no país. Por isso, afirmou que não há qualquer possibilidade de o tema integrar as negociações envolvendo as medidas tarifárias anunciadas pelos Estados Unidos.

Durigan também reagiu às críticas feitas ao modelo brasileiro de pagamentos e sugeriu que interesses econômicos contrariados pela popularização do Pix tentam questionar a ferramenta. Segundo ele, a expansão de um sistema aberto e de fácil acesso alterou a dinâmica do mercado financeiro e reduziu custos para consumidores e empresas.

Durante a declaração, o ministro ainda associou as pressões externas sobre o Brasil à atuação de adversários políticos do governo no exterior. Sem entrar em detalhes, afirmou que setores da oposição têm contribuído para alimentar questionamentos contra interesses estratégicos do país.

O ministro defendeu que os esforços do governo devem estar concentrados na proteção da economia nacional, na preservação de empregos e na busca por uma solução negociada para o impasse comercial com os Estados Unidos.

Ao abordar os argumentos utilizados pelos norte-americanos para justificar as tarifas, Durigan afirmou que muitas das informações consideradas por Washington não refletem a realidade atual do Brasil. Segundo ele, indicadores recentes demonstram avanços em áreas como proteção ambiental, mercado de trabalho e respeito à propriedade intelectual.

Por fim, o ministro disse confiar nas negociações conduzidas pelo governo federal para reverter as medidas e reforçou que o Brasil seguirá defendendo seus interesses econômicos sem abrir mão de instrumentos considerados estratégicos para a população, como o Pix.