31 de julho de 2025
saúde

Obesidade infantil atinge 100 mil crianças em Alagoas, aponta levantamento

Crescimento da obesidade entre crianças de 0 a 9 anos acende alerta

Por Redação
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Os índices correspondem a 8,94% e 5,97% da população infantil na faixa etária de 0 a 9 anos. - Foto: Reprodução

Alagoas registrou, em 2025, um total de 100.514 crianças de 0 a 9 anos com excesso de peso, segundo dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN). O número representa cerca de 33% das crianças avaliadas no estado.

Em nível nacional, o Ministério da Saúde aponta que o Brasil soma mais de 1,1 milhão de crianças obesas e outras 783 mil com obesidade grave neste ano. Os índices correspondem a 8,94% e 5,97% da população infantil na faixa etária de 0 a 9 anos.

Os dados foram divulgados às vésperas do Dia da Conscientização contra a Obesidade Infantil, celebrado em 3 de junho. O cenário reforça o alerta feito pelo Atlas Global da Obesidade, que projeta o Brasil entre os cinco países com maior número de crianças e adolescentes obesos até 2030.

Para a pediatra Mariana Grigoletto, membro da Organização Nacional de Acreditação (ONA), a obesidade infantil já representa um dos principais desafios da saúde pública no país.

“Além dos impactos nos primeiros anos de vida, o excesso de peso aumenta significativamente o risco de doenças crônicas na adolescência e na fase adulta, como diabetes tipo 2, hipertensão e problemas cardiovasculares”, destaca a especialista.

A médica também chama atenção para os efeitos emocionais provocados pela obesidade infantil, incluindo baixa autoestima, isolamento social e episódios de bullying.

Entre as principais recomendações para prevenção estão a adoção de hábitos alimentares mais saudáveis, com maior consumo de frutas, legumes e verduras, além da redução de alimentos ultraprocessados e bebidas açucaradas. A prática regular de atividades físicas e a limitação do tempo de tela também são apontadas como fundamentais.

Dados do SISVAN ainda revelam aumento no consumo de produtos ultraprocessados durante a infância, indicando mudanças nos hábitos alimentares das famílias brasileiras.

Segundo a pediatra, o ambiente familiar e a rotina diária têm influência direta na saúde física e emocional das crianças, tornando o acompanhamento precoce essencial para evitar complicações futuras.