31 de julho de 2025
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Defesa de Deolane cria hotsite com FAQ, documentos e “prisômetro”

Portal reúne argumentos jurídicos, documentos da investigação e cronômetro com tempo de prisão da influenciadora

Por Redação
Publicado em
Deolane Bezerra - Foto: Reprodução/Instagram

A equipe de defesa de Deolane Bezerra criou um hotsite para rebater as acusações de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). O portal reúne argumentos jurídicos favoráveis à influenciadora, informações sobre o inquérito policial e um cronômetro que contabiliza o tempo em que ela permanece presa.

Deolane foi presa no dia 21 de maio durante uma operação que também teve como alvo Marco Willian Herbas Camacho, conhecido como Marcola, apontado pela polícia como líder do PCC. Ela é investigada por suposta participação em esquema de lavagem de dinheiro ligado a uma transportadora apontada como empresa utilizada pela facção criminosa.

Segundo a investigação, a transportadora sediada em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, teria sido usada para movimentar recursos atribuídos ao grupo criminoso. A polícia afirma que Deolane recebeu depósitos considerados suspeitos entre os anos de 2018 e 2021.

O portal divulgado pela defesa apresenta perguntas e respostas sobre o caso e destaca que a influenciadora ainda não foi ouvida sobre o mérito das acusações. Durante interrogatório realizado na quarta-feira (27), Deolane optou por permanecer em silêncio por orientação dos advogados.

Na audiência de custódia, a advogada afirmou que recebeu R$ 24,5 mil da transportadora investigada como pagamento por serviços advocatícios prestados a um suposto integrante da facção.

A defesa também afirma que as acusações são baseadas em presunções e relações de terceiros, sem prova direta de participação criminosa por parte da influenciadora. O hotsite reúne mais de 30 pontos documentais apresentados pelos advogados para contestar a investigação policial.

Mesmo indiciada pelos crimes de organização criminosa e lavagem de capitais, a defesa ressalta que ainda não existe denúncia formal apresentada pelo Ministério Público.

As investigações apontam que a polícia chegou até Deolane por meio de Everton de Souza, conhecido pelos apelidos “Player” e “Temer”. Segundo os investigadores, ele atuava como operador financeiro ligado à cúpula do PCC e teria intermediado transferências bancárias relacionadas à transportadora investigada.

A Polícia Civil afirma que comprovantes de depósitos destinados a Deolane foram encontrados durante operações realizadas anteriormente. Os valores somam R$ 24,5 mil em transferências realizadas entre agosto e outubro de 2020.

Os investigadores também apontam movimentações superiores a R$ 1 milhão em depósitos em espécie nas contas da influenciadora entre 2018 e 2021. A defesa sustenta que os valores têm origem em atividades profissionais da advogada.

De acordo com a investigação, Deolane também aparece como representante legal de Everton em registros policiais e mantinha relação próxima com o investigado, que afirmou alugar um imóvel da influenciadora no bairro do Tatuapé, em São Paulo.

A investigação começou em 2019 após a apreensão de bilhetes na Penitenciária II de Presidente Venceslau. Segundo a polícia, os manuscritos continham referências à atuação do PCC e levaram à descoberta de movimentações financeiras relacionadas à transportadora investigada.

A Operação Lado a Lado, realizada em 2021, identificou indícios de uso da empresa para movimentação de recursos atribuídos à facção criminosa. Durante a investigação, autoridades localizaram registros de transferências financeiras relacionadas à influenciadora, o que levou ao avanço das apurações.

O caso segue em tramitação na Justiça e o Ministério Público deve decidir sobre eventual apresentação de denúncia nos próximos dias.

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