31 de julho de 2025
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Desemprego sobe para 5,8% no trimestre encerrado em abril, aponta IBGE

PNAD Contínua mostra aumento de pessoas sem trabalho na comparação trimestral

Por Redação
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Patamar de 5,8% indica que 6,3 milhões de pessoas buscaram trabalho no trimestre e não conseguiram - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,8% no trimestre encerrado em abril de 2026, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O índice representa alta de 0,4 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em janeiro deste ano.

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), cerca de 6,3 milhões de pessoas estavam em busca de trabalho no período analisado. O número representa aumento de 471 mil pessoas em comparação ao trimestre anterior.

Na comparação com o mesmo período de 2025, quando a taxa de desemprego ficou em 6,6%, houve recuo de 0,8 ponto percentual. O contingente de pessoas desocupadas caiu 11,3% em relação ao ano passado.

A pesquisa também apontou que a população ocupada no país chegou a 102,3 milhões de pessoas. O número apresentou queda de 0,3% frente ao trimestre anterior, mas avanço de 1,1% na comparação anual.

O nível de ocupação da população em idade de trabalhar ficou em 58,4%, abaixo dos 58,7% registrados no trimestre encerrado em janeiro. Segundo o IBGE, o índice permaneceu estável em relação ao mesmo período do ano passado.

A taxa de subutilização da força de trabalho ficou em 13,8%, mantendo estabilidade na comparação trimestral. Já a população subutilizada foi estimada em 15,7 milhões de pessoas.

O rendimento real habitual de todos os trabalhos permaneceu em R$ 3.732, mantendo o maior patamar da série histórica da pesquisa.

A taxa de informalidade ficou em 37,2% da população ocupada, o equivalente a 38,1 milhões de trabalhadores informais. O índice ficou abaixo do registrado no trimestre encerrado em janeiro e também menor que o observado no mesmo período de 2025.

Segundo a coordenadora de pesquisas do IBGE, Adriana Beringuy, o aumento da desocupação no trimestre está ligado ao comportamento sazonal de setores como comércio e serviços pessoais após o período de fim de ano.