Rogério Marinho articula PEC alternativa ao fim da escala 6×1 no Senado
Proposta amplia negociação direta entre empregado e empregador sobre jornada de trabalho
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O líder da oposição no Senado Federal, Rogério Marinho (PL-RN), iniciou a coleta de assinaturas para uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) alternativa à proposta que acaba com a escala 6×1, debatida nesta quarta-feira (27) na Câmara dos Deputados.
A proposta apresentada pelo senador amplia a possibilidade de acordos diretos entre trabalhadores e empregadores para definição da jornada de trabalho.
Segundo Marinho, o objetivo é “modernizar as relações de trabalho no Brasil sem suprimir direitos historicamente assegurados aos trabalhadores brasileiros”.
Texto prevê jornada flexível
A PEC altera o artigo 7º da Constituição Federal para permitir que o trabalhador escolha entre o modelo tradicional previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e um regime de jornada flexível baseado em horas efetivamente trabalhadas.
Pelo texto, compensações de horário e reduções de jornada poderão ser estabelecidas por:
- acordo individual;
- convenção coletiva;
- ou negociação direta entre empregado e empregador.
A proposta também prevê que contratos individuais possam prevalecer sobre instrumentos coletivos de negociação.
Direitos seriam mantidos, diz senador
Na justificativa enviada aos parlamentares, Rogério Marinho afirma que a PEC preserva direitos constitucionais como férias, décimo terceiro salário, FGTS e demais garantias trabalhistas.
O senador argumenta que a medida amplia a liberdade de escolha do trabalhador e cria mecanismos de maior flexibilidade contratual.
“Trata-se de uma proposta que concilia proteção social com adaptação às novas dinâmicas do mercado de trabalho”, escreveu Marinho em mensagem encaminhada a senadores por WhatsApp.
Remuneração proporcional
O texto também estabelece que trabalhadores submetidos ao modelo flexível receberão de forma proporcional à carga horária cumprida, respeitando o salário mínimo nacional ou o piso salarial da categoria.
Benefícios como férias, FGTS e décimo terceiro também seriam calculados proporcionalmente às horas trabalhadas.
A articulação ocorre enquanto deputados analisam a PEC que reduz a jornada semanal para 40 horas e prevê o fim da escala 6×1 em todo o país.