Grávidas podem comer qualquer coisa? Saiba o que é seguro durante a gestação
Mudanças hormonais explicam a vontade por certos alimentos, mas especialistas reforçam a importância do equilíbrio durante a gestação
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Os desejos alimentares são uma característica comum da gravidez e podem surgir de forma repentina, com vontade intensa de doces, alimentos específicos ou até combinações incomuns. Embora sejam frequentes, especialistas alertam que esses impulsos precisam ser controlados para não comprometer a saúde da gestante e do bebê.
As mudanças hormonais, emocionais e metabólicas típicas da gestação ajudam a explicar esse fenômeno. No entanto, o problema aparece quando o consumo excessivo de determinados alimentos aumenta o risco de complicações como diabetes gestacional, hipertensão e ganho de peso acima do recomendado.
Segundo o obstetra Rodrigo Ruano, as alterações hormonais têm papel direto no aumento dos desejos alimentares durante a gravidez. Ele explica que as necessidades metabólicas e nutricionais mudam nesse período, o que pode intensificar essas vontades.
Além dos fatores fisiológicos, aspectos emocionais como ansiedade e variações de humor também influenciam o apetite. Ainda assim, especialistas reforçam que a gestante não deve adotar a ideia de “comer por dois” sem restrições, já que a alimentação precisa ser equilibrada e individualizada.
De acordo com o obstetra Leonardo Coelho, os desejos alimentares são muito comuns na gestação, podendo afetar entre 58% e 75% das mulheres. Ele ressalta que existem limites de segurança, e que a ingestão calórica deve ser ajustada conforme cada caso.
Nesse contexto, recomenda-se uma dieta balanceada, rica em proteínas, frutas, verduras e vitaminas, além da redução de açúcar, frituras e sal em excesso. Também é importante atenção especial a alimentos como bebidas alcoólicas, produtos crus, itens não pasteurizados e ultraprocessados com alto teor de açúcar.
Quando os desejos alimentares exigem atenção
Em alguns casos, os desejos podem ir além do comum e indicar problemas de saúde ou transtornos alimentares. Isso ocorre principalmente quando há vontade de consumir substâncias não alimentares, como gelo, terra ou tijolo.
Esse quadro é conhecido como síndrome de pica ou alotriofagia e pode estar associado a deficiências nutricionais, como anemia, ou a alterações emocionais que exigem acompanhamento médico.
Por fim, especialistas alertam que o excesso alimentar na gravidez aumenta o risco de complicações como diabetes gestacional, hipertensão e ganho de peso excessivo. Por isso, o acompanhamento pré-natal e a orientação profissional individualizada são fundamentais ao longo de toda a gestação.