Democracia Cristã abre processo para expulsar Aldo Rebelo após crise sobre disputa presidencial
Ex-ministro criticou direção nacional do partido e contestou escolha de Joaquim Barbosa como nome da sigla para 2026
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O partido Democracia Cristã anunciou nesta quinta-feira (21) a abertura de um procedimento disciplinar contra o ex-ministro Aldo Rebelo, decisão que pode resultar na expulsão do político da legenda.
A medida ocorre após declarações públicas de Rebelo criticando a direção nacional do partido e a escolha do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa como aposta da sigla para a eleição presidencial de 2026.
A crise interna começou depois que o Democracia Cristã deixou de priorizar o nome de Aldo Rebelo como pré-candidato à Presidência da República. Mesmo após a movimentação da legenda, o ex-ministro afirmou que mantém sua pré-candidatura e classificou a decisão do partido como uma “afronta”.
Em nota oficial, a direção nacional do DC afirmou que Rebelo realizou ataques contra o presidente nacional da legenda, João Caldas, e que as declarações do recém-filiado não estariam alinhadas aos princípios do partido.
Segundo o comunicado, houve “esgotamento das tentativas de resolução harmoniosa” e a legenda deliberou pela abertura imediata do processo disciplinar, que poderá resultar na expulsão sumária e na comunicação da desfiliação à Justiça Eleitoral.
Aldo rebate decisão
Também por meio de nota, Aldo Rebelo afirmou que sua pré-candidatura segue mantida e disse que havia recebido convite e compromisso da direção nacional do partido para disputar a Presidência.
O ex-ministro declarou ainda que candidaturas devem representar projetos coletivos e criticou a forma como o nome de Joaquim Barbosa foi apresentado dentro da legenda.
“A candidatura anunciada em um balão de ensaio de Joaquim Barbosa é uma afronta a tudo o que defendo como relações políticas apoiadas na transparência e nas decisões democráticas”, afirmou.
Cenário eleitoral
Joaquim Barbosa integrou o Supremo Tribunal Federal entre 2003 e 2014 e já havia sido cogitado como candidato à Presidência em 2018, mas desistiu da disputa naquele ano.
Pela legislação eleitoral brasileira, candidatos à Presidência da República precisam estar filiados a um partido político pelo menos seis meses antes da eleição para que a candidatura seja homologada pela Justiça Eleitoral.