31 de julho de 2025
ECONOMIA

Governo anuncia novo bloqueio no Orçamento de 2026 para conter avanço das despesas

Ministro da Fazenda afirma que ajuste será ampliado para garantir cumprimento das metas fiscais e do arcabouço fiscal

Por Redação
Publicado em
Ministro da Fazenda, Dario Durigan - Foto: Lula Marques - Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou nesta quinta-feira (21) que o governo federal deverá ampliar o bloqueio de recursos no Orçamento da União de 2026. A medida será detalhada no Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do 2º bimestre, previsto para ser divulgado nesta sexta-feira (22).

Sem antecipar o valor do novo corte, Durigan afirmou que o ajuste é necessário para manter o compromisso com o equilíbrio fiscal e atender às regras do arcabouço fiscal.

“Já foi feito um bloqueio de R$ 1,6 bilhão no primeiro bimestre. Agora, devemos caminhar para um aumento desse bloqueio, com o governo cortando na própria carne para compatibilizar as metas fiscais”, declarou o ministro em entrevista à CNN Brasil.

Pressão das despesas obrigatórias

A equipe econômica já trabalhava com a possibilidade de ampliar a contenção de gastos diante da pressão crescente das despesas obrigatórias, especialmente os gastos previdenciários.

Estimativas do mercado financeiro apontam que as despesas com a Previdência Social podem ter sido subestimadas em cerca de R$ 11 bilhões ao longo do ano, o que aumenta a necessidade de ajustes nas contas públicas.

O bloqueio orçamentário acontece quando as despesas avançam acima do permitido pelas regras fiscais. Nesse caso, o governo limita gastos discricionários — como investimentos, custeio da máquina pública e ações dos ministérios.

Já o contingenciamento ocorre em situações de frustração de receitas e risco de descumprimento da meta fiscal.

Governo busca manter meta fiscal

Na revisão anterior das contas públicas, o governo já havia determinado um bloqueio inicial de R$ 1,6 bilhão para adequar os gastos ao limite de crescimento previsto pelo novo arcabouço fiscal.

Agora, o novo relatório deverá indicar se o ajuste será concentrado imediatamente ou distribuído ao longo dos próximos bimestres.

A meta fiscal do governo para 2026 prevê superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), com margem de tolerância de 0,25 ponto percentual — o que permite, na prática, resultado próximo do equilíbrio entre receitas e despesas.

O detalhamento oficial do relatório deve apontar o tamanho do bloqueio e os setores mais impactados pela contenção de gastos.