31 de julho de 2025
saúde

Fiocruz inicia produção nacional de remédio de alto custo para esclerose múltipla no SUS

Parceria deve reduzir custos da cladribina oral e ampliar acesso de pacientes ao tratamento da doença no país

Por Redação
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A esclerose múltipla é uma doença crônica e degenerativa que afeta o sistema nervoso central. - Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) passará a produzir no Brasil a cladribina oral, medicamento de alto custo utilizado no tratamento da esclerose múltipla e já distribuído pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A medida deve reduzir os custos de aquisição e ampliar o acesso de pacientes ao tratamento.

Conhecido comercialmente como Mavenclad, o medicamento foi incorporado ao SUS em 2023 para pacientes com esclerose múltipla remitente-recorrente altamente ativa, quando há surtos frequentes ou progressão rápida da doença mesmo com terapia convencional.

Atualmente, o custo médio do tratamento chega a quase R$ 140 mil por paciente ao longo de cinco anos. Estima-se que cerca de 3,2 mil pessoas no Brasil tenham a forma mais agressiva da doença, enquanto mais de 30 mil convivem com o tipo mais comum da esclerose múltipla.

A esclerose múltipla é uma doença crônica e degenerativa que afeta o sistema nervoso central, podendo causar desde dificuldades motoras até perda de visão e comprometimentos cognitivos em casos mais graves.

A cladribina é considerada o primeiro tratamento oral de curta duração com efeito prolongado no controle da doença e está na lista de medicamentos essenciais da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Produção nacional

A fabricação será resultado de uma parceria entre o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz), a farmacêutica Merck e a indústria Nortec. Segundo a Fiocruz, esta será a primeira produção do instituto voltada especificamente para o tratamento da esclerose múltipla.

A iniciativa faz parte de estratégias de fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde e busca ampliar a autonomia nacional na produção de medicamentos de alto custo, além de garantir maior sustentabilidade ao SUS e acesso a terapias inovadoras.

A Fiocruz também mantém outros acordos com a Merck para a produção de medicamentos voltados ao tratamento da esquistossomose e de outras terapias para esclerose múltipla.