Mercado reage à queda de Flávio Bolsonaro em pesquisa e aumenta incerteza sobre cenário eleitoral de 2026
Economistas avaliam impacto de levantamento AtlasIntel/Bloomberg após desgaste envolvendo áudio com Daniel Vorcaro
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A divulgação da nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, que apontou queda nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), repercutiu no mercado financeiro e reacendeu discussões sobre o cenário eleitoral de 2026.
O levantamento, divulgado nesta terça-feira (19), mostrou uma redução de seis pontos percentuais no desempenho de Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No novo cenário, Lula aparece com 48,9% das intenções de voto, enquanto Flávio soma 41,8%.
A mudança ocorre após a repercussão de um áudio envolvendo o senador e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, episódio que ampliou o desgaste político do parlamentar e passou a ser monitorado por agentes do mercado.
Economista compara impacto político a “lançador de foguetes”
Para o coordenador de finanças do Insper, Ricardo Rocha, os efeitos do episódio foram rápidos e atingiram simultaneamente o ambiente político e econômico.
Segundo o especialista, o impacto da divulgação do áudio pode ser comparado a um “lançador de foguetes”, devido à velocidade com que espalhou instabilidade.
“A explicação parece que não pegou nem para a mídia, muito menos para o eleitor. É o que mostra essa pesquisa”, afirmou Ricardo Rocha ao comentar o levantamento.
Na avaliação do economista, a repercussão negativa contribuiu para enfraquecer a narrativa política do senador em um momento considerado estratégico para a consolidação de uma candidatura presidencial.
Mercado acompanha viabilidade eleitoral da direita
A queda de Flávio Bolsonaro também gerou reflexos na leitura do mercado sobre a disputa presidencial.
Nos bastidores, parte dos agentes econômicos vinha observando o senador como um dos nomes com potencial para representar a direita em 2026, especialmente diante das restrições eleitorais envolvendo Jair Bolsonaro (PL).
Com o novo levantamento, aumentou a percepção de incerteza sobre a capacidade de Flávio sustentar crescimento nas pesquisas após o desgaste político recente.
Analistas apontam que oscilações em cenários eleitorais costumam ser acompanhadas de perto por investidores, sobretudo quando envolvem nomes ligados a pautas econômicas, reformas fiscais e estabilidade institucional.
Pesquisa mostrou queda de seis pontos após episódio
A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg foi realizada entre os dias 13 e 18 de maio, ouvindo 5.032 eleitores por recrutamento digital.
Segundo o instituto, a margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com 95% de nível de confiança.
Na comparação com abril, Flávio Bolsonaro caiu de 47,8% para 41,8%, enquanto Lula avançou de 47,5% para 48,9%.