31 de julho de 2025
PERNAMBUCO

Polícia Civil de PE prende suspeitos de homicídios no Agreste

Suspeitos foram capturados em Santa Cruz do Capibaribe e são apontados como envolvidos em crimes ligados ao tráfico de drogas em cidades do Agreste

Por Paula Tabosa
Publicado em
Vitória Heloiza da Silva tinha de 12 anos - Foto: Reprodução

A Polícia Civil de Pernambuco prendeu, na quinta-feira (14), dois homens suspeitos de participação em homicídios registrados em cidades do Agreste pernambucano. A dupla é investigada por crimes cometidos em Santa Cruz do Capibaribe, Toritama e Jataúba, incluindo o duplo homicídio que matou a adolescente Vitória Heloiza da Silva, de 12 anos, e o padrasto dela, José Iranildo da Silva, de 46 anos.

As prisões aconteceram em Santa Cruz do Capibaribe, durante uma operação conjunta realizada por equipes da Delegacia de Homicídios, da 17ª Delegacia Seccional e policiais civis de Toritama. Segundo a polícia, os suspeitos têm 25 e 22 anos e utilizavam um veículo para se deslocar durante as ações criminosas. O carro teria sido identificado em diferentes cenas de homicídios investigados na região.

Durante o cumprimento dos mandados, um dos investigados tentou fugir, mas acabou sendo capturado pelos policiais. Na residência de um dos suspeitos, foram apreendidos uma arma de fogo, munições de calibre restrito e uma quantidade de drogas. Os dois também foram autuados em flagrante por porte ilegal de arma e tráfico de entorpecentes.

De acordo com a Polícia Civil, imagens de câmeras de monitoramento e o rastreamento eletrônico de um dos suspeitos, que utilizava tornozeleira eletrônica, ajudaram a comprovar a participação da dupla nos crimes investigados.

A investigação aponta que os homicídios podem ter relação com disputas ligadas ao tráfico de drogas na região.

Um dos casos apurados ocorreu no dia 7 de março, em Jataúba, quando homens armados invadiram uma residência no bairro Boa Vista e efetuaram disparos contra José Iranildo da Silva e a enteada dele, Vitória Heloiza, de apenas 12 anos. José morreu no local e a adolescente chegou a ser socorrida para o Hospital da Restauração, no Recife, mas não resistiu aos ferimentos.

Segundo o delegado Elton Rodrigues, a adolescente não era alvo da execução. “A menina não era alvo; morreu por erro dos executores”, afirmou.

Na época do crime, a polícia já investigava a ligação da morte de José Iranildo com o tráfico de drogas. Após o homicídio, equipes da Polícia Militar apreenderam armas, munições e entorpecentes em imóveis ligados à vítima.

A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos nos crimes.