31 de julho de 2025
BRASIL

Amigas com leucemia morrem no mesmo dia com apenas 1 hora de diferença e emocionam Rondônia

Lara e Duda, ambas de 17 anos, se conheceram durante tratamento contra o câncer e construíram amizade marcada por luta, esperança e companheirismo

Por Redação
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Amigas em tratamento contra a leucemia morrem no mesmo dia com 1 hora de diferença - Foto: Reprodução

Uma história de amizade, coragem e coincidências comoveu moradores de Rondônia e ganhou repercussão nas redes sociais após a morte de duas adolescentes que enfrentavam a leucemia. Lara Gabriela Noé Diniz Vláxio e Maria Eduarda Ramos, conhecida como Duda, morreram no mesmo dia, com cerca de uma hora de diferença, após anos de tratamento contra o câncer.

As duas tinham 17 anos, nasceram em Rondônia e se conheceram justamente durante a luta contra a doença, em meio à rotina de internações, sessões de quimioterapia e exames médicos.

A amizade surgiu na ala oncológica, onde compartilharam medos, dores, recaídas e sonhos. Entre os corredores frios do hospital, Lara e Duda criaram um vínculo que, segundo familiares e amigos, foi fortalecido pela esperança de um futuro longe da doença.

Amizade nasceu durante tratamento contra leucemia


Pessoas próximas relatam que as adolescentes imaginavam o dia em que caminhariam juntas pelos corredores do hospital sem precisar voltar para sessões de quimioterapia ou carregar exames.

Após a morte das duas, uma das homenagens mais compartilhadas nas redes sociais emocionou internautas ao resumir a conexão entre elas:

“Os planos de Deus foi que elas caminhassem juntas sim, mas de outra forma.”

Lara venceu tratamento, mas enfrentou recaída agressiva


Lara Gabriela estudava no 3º ano da Escola Estadual Major Guapindaia, em Porto Velho.

A adolescente recebeu o diagnóstico de leucemia linfoblástica aguda (LLA) em 2021, aos 12 anos. Após três anos de tratamento intenso, comemorou, em maio de 2024, o fim da quimioterapia.

No entanto, em abril deste ano, Lara revelou nas redes sociais que exames haviam apontado alterações preocupantes.

Após realizar um mielograma — exame da medula óssea — recebeu a notícia da volta da doença.

Mesmo diante da recaída, demonstrou coragem ao falar publicamente sobre o tratamento:

“Quero tranquilizar vocês: eu estou bem, estou sendo acompanhada e sigo confiante. Mais uma vez, vou vencer.”

Ela havia iniciado um protocolo mais agressivo de quimioterapia e aguardava um transplante de medula óssea.

Duda também comemorou fim da quimioterapia antes da piora


Moradora de Cacoal, Maria Eduarda enfrentava a leucemia havia cerca de três anos e meio.

Conhecida na cidade pelos apelidos carinhosos de “Duda da praça”, “Duda dos carrinhos” e “Duda do berê bordados”, ela era descrita pela família como uma jovem trabalhadora, alegre e muito ligada aos parentes.

Em abril deste ano, Duda também celebrou a última sessão de quimioterapia, gerando esperança de uma nova fase.

Mas pouco tempo depois, o câncer retornou de forma agressiva e atingiu o cérebro da adolescente.

Segundo a família, ela passou por dias intensos de tratamento antes de ser entubada. Depois, médicos iniciaram protocolos para confirmação de morte encefálica.

Homenagens emocionam redes sociais


Profissionais de saúde que acompanharam a trajetória das adolescentes compartilharam mensagens emocionadas.

Uma técnica de enfermagem descreveu Lara como  “uma pequena estrela que transformou dias difíceis com sua presença única.”

Sobre Duda, escreveu “você ensinou sobre força, fé, amor e sobre como os pequenos podem deixar impactos gigantescos.”

Amigos próximos também prestaram homenagens nas redes sociais. Em uma das mensagens mais compartilhadas, uma amiga de Maria Eduarda escreveu “me espera na próxima vida, careca preferida.”