Saiba quem são os 17 alvos da operação da PF que teve buscas contra Cláudio Castro
Operação Sem Refino investiga suposto esquema bilionário envolvendo grupo do setor de combustíveis e cumpriu mandados no RJ, SP e DF
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A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (15), a Operação Sem Refino, que teve como um dos alvos o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro. A ação investiga um suposto esquema bilionário envolvendo o grupo empresarial Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, e cumpriu 17 mandados de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal.
As medidas foram autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
Segundo as investigações, o grupo é suspeito de utilizar uma estrutura societária e financeira para ocultação patrimonial, dissimulação de bens, fraudes fiscais e evasão de recursos ao exterior.
O foco principal da investigação é o Grupo Refit, comandado pelo empresário Ricardo Andrade Magro, apontado pela Receita Federal como um dos maiores devedores tributários do país, com dívidas superiores a R$ 26 bilhões.
Quem são os alvos da operação da PF
Ao todo, 15 pessoas físicas e duas empresas foram alvo das medidas autorizadas pelo STF.
Pessoas alvo de mandados de busca e apreensão:
- - Cláudio Castro
- - Juliano Pasqual (alvo em dois endereços)
- - Renato Jordão Bussiere
- - Renan Miguel Saad
- - Guaraci de Campos Vianna
- - Jonathas Assunção Salvador Nery
- - Adilson Zegur
- - José Eduardo Lopes Teixeira Filho
- - Álvaro Barcha Cardoso
- - Roberto Fernandes Dima
- - Márcio Cordeiro Gonçalves
- - Márcio Pereira Pinto (alvo em dois endereços)
- - Maxwell Moraes Fernandes
Empresas alvo da operação:
- - Refit
- - Fidd Administração de Recursos Ltda.
Desembargador e ex-procurador também estão entre os investigados
Entre os nomes de maior destaque da operação está o desembargador Guaraci de Campos Vianna, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
O magistrado já havia aparecido em investigações anteriores após suspeitas de decisões judiciais consideradas favoráveis ao Grupo Refit. Em março deste ano, a Corregedoria Nacional de Justiça determinou seu afastamento cautelar.
Outro nome de peso é o ex-procurador-geral do Rio, Renan Miguel Saad, alvo de buscas e de pedido de afastamento do cargo. Ele deixou a função no fim de abril, em meio à transição administrativa do governo fluminense.
Além disso, dois escrivães da Polícia Federal — Márcio Cordeiro Gonçalves e Maxwell Moraes Fernandes — também foram alvo de mandados e pedidos de afastamento funcional.