31 de julho de 2025
50 pix de R$ 200

Justiça Eleitoral é acionada contra Paulo Dantas por sorteio de PIX no interior de Alagoas

Policial federal Flávio Moreno protocolou Notícia de Fato no Ministério Público e aponta possível abuso de poder econômico e conduta vedada em ano eleitoral

Por Redação
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Renan Calheiros, Prefeito Carlos e Paulo Dantas no polêmico evento em Rio Largo. - Foto: Reprodução

O governador de Alagoas, Paulo Dantas (MDB), passou a ser alvo de uma representação junto à Justiça Eleitoral após a realização de um sorteio de transferências via PIX durante um evento em comemoração ao Dia das Mães. A denúncia foi protocolada nesta quinta-feira (14) pelo policial federal Flávio Moreno, junto ao Ministério Público Federal com atuação eleitoral.

Segundo a representação, Flávio apresentou uma Notícia de Fato ao Procurador Regional Eleitoral, alegando possíveis irregularidades relacionadas à distribuição de valores em dinheiro durante um evento público promovido pelo governo estadual. A denúncia é baseada em registros audiovisuais que mostrariam o governador realizando sorteios de quantias em PIX diante do público presente.

O documento aponta possíveis infrações previstas na Lei das Eleições (Lei nº 9.504/97), entre elas conduta vedada a agente público e abuso de poder econômico, sob o argumento de que a prática poderia comprometer a isonomia eleitoral em período pré-eleitoral.

Na denúncia, Flávio Moreno sustenta que a utilização de benefícios financeiros em um evento oficial pode configurar uso indevido da máquina pública e gerar favorecimento político indireto. O pré-candidato também afirmou que o caso merece apuração sobre a origem dos recursos utilizados nas transferências e eventual uso de estrutura estatal na organização do ato.

“Enquanto Alagoas ostenta índices alarmantes de dependência social, assistimos ao uso de práticas que remetem ao assistencialismo mais arcaico. O dinheiro público deve ser gerido com impessoalidade e respeito à lei, não distribuído como prêmio em eventos políticos”, declarou Flávio em nota divulgada à imprensa.

A representação pede que o Ministério Público Eleitoral investigue se os recursos distribuídos têm origem em verbas públicas ou em fontes privadas não declaradas, além de apurar se houve uso de aparato governamental para promoção pessoal ou eventual benefício político de aliados, incluindo o senador Renan Calheiros (MDB), citado no documento.

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